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A nadadora de 95 anos que colecionou dezenas de recordes — e continua competindo

A britânica Jane Asher começou a competir aos 50 anos de idade, após a morte do marido. Hoje com 95 anos, ela não tem intenção de largar as piscinas.
BBC News Brasil

Publicado em 

06 abr 2026 às 16:33

Publicado em 06 de Abril de 2026 às 16:33

Imagem BBC Brasil
As autoridades britânicas reconheceram a trajetória de Jane Asher com condecorações como a Medalha do Império Britânico, uma das mais importantes do país Crédito: BBC
Aos 95 anos de idade, Jane Asher não é uma avó comum.
Além de estar sempre atenta aos seus quatro filhos e 11 netos, praticar Tai Chi Chuan, pilates e pintar, a britânica não para de colecionar medalhas e outros prêmios na natação.
"Este esporte simplesmente faz você se sentir bem e mantém você saudável", afirmou ela à BBC.
Depois de conseguir em março seu quinto recorde mundial na natação, Asher não parece ter intenção de sair das piscinas.
Nem mesmo as cirurgias que ela enfrentou nos últimos anos, substituindo os dois quadris, conseguiram fazer com que ela vislumbrasse a possibilidade de pôr fim à sua trajetória esportiva.
"Vou continuar nadando por todo o tempo que puder", declarou ela ao Marathon Swims, o portal da maratona de natação realizada todos os anos em Londres.
"Depois de nadar, você sai da água e sente que pode ir a qualquer parte", destacou a atleta.
Asher faz parte do Salão da Fama Internacional de Natação e recebeu a Medalha do Império Britânico, pela sua dedicação a este esporte.
Agora, a nonagenária nadadora tem como objetivo tentar bater mais um recorde mundial no próximo campeonato em Budapeste, na Hungria. Para isso, ela segue uma rotina de treinamentos que inclui sessões de natação quatro vezes por semana.

Carreira incomum

A carreira esportiva de Asher é, no mínimo, surpreendente. Nada indicava que a natação acabaria ocupando tanto espaço na sua vida.
"Nasci na Rodésia do Norte [atual Zâmbia] e a água dos rios era cheia de crocodilos e hipopótamos", contou ela ao canal TNT Sports, quatro anos atrás. "Por isso, só nadei depois que completei sete anos."
Seu primeiro encontro com uma piscina ocorreu quando sua família se mudou para Joanesburgo, na África do Sul, depois que a futura nadadora contraiu malária.
Imagem BBC Brasil
Longe de pensar em se aposentar, a nonagenária nadadora está se preparando para uma competição em Budapeste, na Hungria Crédito: BBC
A família materna de Asher tinha especial relação com a água, devido às suas origens na famosa região da Cornualha, no litoral da Inglaterra.
"Minha mãe adorava nadar", ela conta. "A mãe dela a ensinou a nadar na Cornualha, no mar. Levo o amor pela água fria no sangue.
Com 22 anos, Asher se mudou para o Reino Unido, onde começou a adentrar, pouco a pouco, no mundo dos esportes.
Ela fez parte da equipe de natação da Universidade de Manchester, na Inglaterra. Depois que se formou e se casou, ela abandonou as competições, mas não se afastou totalmente das piscinas.
"Comecei a competir porque ensinava natação às crianças do ensino fundamental", contou ela à BBC Sport, em 2015.
"E, como alguns eram muito bons, eu disse: 'deveríamos participar de algumas competições'. Mas alguns deles tinham medo."
"Venham, vamos competir", disse ela aos seus alunos, para tirar o medo deles e dar confiança.
"O resultado é que fiz muito bem, mesmo tendo 40 anos e e eles sendo algumas crianças. Alguém me viu e disse: 'Sabe que existem competições para adultos?'"
Imagem BBC Brasil
Asher afirma que nada por prazer, não pelas medalhas, nem pelo reconhecimento Crédito: Mondadori Portfolio via Getty Images

'Não é pelas medalhas'

Mas Asher só começou a competir profissionalmente na década de 1990, após a morte do seu marido.
"Quando você ensina outras pessoas a nadar, na verdade, não consegue treinar muito", segundo ela. "Mas, antes de morrer, meu marido me disse: 'Agora, sim, você vai poder fazer o que gosta.'"
Pouco tempo depois, Asher viajou para os Estados Unidos e bateu seu primeiro recorde máster (para nadadores com mais de 25 anos) em estilo livre, dentro da sua categoria de idade.
Desde então, ela não parou mais de acumular premiações. A sensação é que ela está tentando recuperar o tempo perdido.
Mas Asher garante que subir ao pódio e receber o reconhecimento não é o que a impulsiona.
"Não é pelas medalhas", declarou ela ao canal TNT Sports. "Não as coleciono mais porque não tenho onde guardá-las."
Imagem BBC Brasil
A nadadora nascida na África espera que outros idosos sigam suas braçadas e vejam que nunca é tarde para começar a praticar sua paixão Crédito: Mondadori Portfolio via Getty Images
Segundo a revista Swimming World, Jane Asher ganhou a medalha de ouro nos campeonatos nacionais do Reino Unido, França e Holanda. E também estabeleceu 52 recordes mundiais, em quatro categorias de idade diferentes.
"A natação é um mundo maravilhoso", ela conta.
"Nós, nadadores, formamos uma grande família. Você pode ter 18 anos ou 90, em um minuto e 21 segundos já fala o mesmo idioma."
Ela afirma que tem vergonha de ser considerada uma inspiração. Asher diz que prever ser vista como "persuasiva".
"Espero que os outros digam: 'Bem, se ela pode, eu também o farei, vou tentar'", conclui Asher.
* Com informações de Gem O'Reilly.

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