Há forte expectativa de que 2018 seja marcado por aceleração de projetos no território capixaba. Essa perspectiva desenha-se na promessa do governo estadual de realizar investimentos que somarão R$ 1 bilhão em 2018, mas as intenções não podem ficar só no papel. É o momento de direcionar recursos para políticas públicas de setores essenciais e também de criar oportunidades para parcerias público-privadas.
Há o mérito inequívoco: o ajuste foi feito, 2017 foi mais um ano fechado no azul. A sociedade compreendeu a necessidade dos cortes. O Espírito Santo, assim, continuou se destacando nacionalmente. Tornou-se exemplo de responsabilidade fiscal, com o funcionalismo pago em dia, enquanto a saúde das contas de Estados vizinhos se deteriorava.
Em 2018, é preciso retomar os investimentos. Governar é lidar não somente com números, mas também com as necessidades sociais. O Estado precisa crescer para fomentar um ciclo que garanta benesses essenciais à população, como saúde, educação e segurança pública. A “flexibilização do custeio”, divulgada no primeiro dia útil do ano, sinaliza que há, sim, a disposição de investir. O fluir das despesas será mais ágil, com a gestão cabendo ao secretário de cada Pasta, respeitando o teto, sem precisar mais do aval do Comitê de Controle, criado em 2015.
O Produto Interno Bruto (PIB) tem potencial para crescer até 3,7% neste ano, segundo projeções. Um aumento significativo do dinheiro oriundo da exploração e produção de petróleo e gás é esperado. De acordo com cálculos da Procuradoria-Geral e da Secretaria da Fazenda, o montante pode ultrapassar R$ 2,5 bilhões em 2018. O governo acena que esses recursos serão destinados a investimentos. O legado do equilíbrio fiscal é indiscutível, agora é chegada a hora da volta dos investimentos e de a população colher os frutos.