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Gabriel Tebaldi

Minha heresia sobre Paulo Freire

Decepcionei-me: seus fiéis não leram a divindade. O "Patrono da Educação" e "Gênio da Alfabetização" erra. Inventa palavras. E supera Dilma nos discursos

Publicado em 11 de Maio de 2018 às 20:01

Públicado em 

11 mai 2018 às 20:01

Colunista

Agora tenho certeza: Deus é brasileiro! Seu nome: Paulo Freire. Questionei-O ao abrir uma série de artigos sobre o fracasso de nossa Educação e logo seus fiéis bradaram: “Herege”! Gritaram: “intoxicação intelectual”; “charlatanismo barato”; “fantoche de A GAZETA”; o jornal precisa de “providências drásticas”. Até juraram que as ideias de “Deus” não estavam em sua “Bíblia”!
Decepcionei-me: seus fiéis não leram a divindade. Recorramos então às Suas palavras (“Pedagogia do Oprimido”, 23ª reimpressão da Editora Paz e Terra):
É na página 87, 12º parágrafo, que a família é tida como instrumento alinhado à opressão: “As relações pais-filhos, nos lares, refletem as condições da totalidade que participam. E, se estas são condições autoritárias, rígidas, dominadoras, incrementam o clima da opressão”.
Che Guevara é “diálogo, amor e humildade” (p. 98, 9º parágrafo): “Foi no seu diálogo com as massas camponesas que sua práxis revolucionária definiu-se. Mas, o que não expressou Guevara, talvez por sua humildade, é que foram exatamente esta humildade e a sua capacidade de amar, que possibilitaram a sua ‘comunhão’ com o povo”.
O trabalho oprime (p. 107, 5º parágrafo): “Toda compra ou venda do trabalho é uma espécie de escravidão”. Já a violência é válida, traz luz e sabedoria. “Deus” cita o Dr. Aguirre, médico cubano (p. 103): “A explosão da pólvora aclara a visualização que tem o povo de sua situação concreta, em busca de sua libertação”.
O “Patrono da Educação” e “Gênio da Alfabetização” erra. Inventa palavras: “involucra” (p. 73), “fatalistamente” (p. 94), “implicitados” (p. 68), “gregarizadas” (p. 79). E supera Dilma nos discursos (p. 41, 3º parágrafo): “Não há eu que se constitua sem um não-eu. Por sua vez, o não-eu constituinte do eu se constitui na constituição do eu constituído. Desta forma, o mundo constituinte da consciência se torna mundo da consciência, um percebido objetivo seu, ao qual se intenciona”.
Poderia citar dezenas de outras passagens. Claro que os problemas de nossa Educação há muito transcenderam Paulo Freire, mas seus fiéis continuam prontos para a revolução. E por falar neles, passou da hora de desnudar os bastidores dos programas de mestrado de nossa universidade. Liguemos, pois, semana que vem, o ventilador.

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