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Política

Meu desejo para o futuro de Paulo Hartung

A política nacional é degradante. Mas não é só no Brasil. Hartung não pode deixar de ser político, principalmente depois de ter exercido vários mandatos

Publicado em 20 de Agosto de 2018 às 19:03

Públicado em 

20 ago 2018 às 19:03

Colunista

Paulo Hartung
Gutman Uchôa de Mendonça*
O mundo político é uma caixa de surpresas. Imaginei, sinceramente, que o governador Paulo Hartung realmente não tivesse disposição para concorrer novamente ao governo do Estado. A pobreza é um negócio enervante. Dirigir um Estado sem dinheiro, sem perspectiva de desenvolvimento, arrecadar impostos para pagar a folha do funcionalismo e os que estão na inatividade é, realmente, um esforço administrativo inútil.
Imaginei, até, por ser um governador guerreiro e destemido, que jamais abdicaria da vida política por um simples desejo de parar de lutar, por estar farto da má política.
Não estou e não quero me comparar ao governador Paulo Hartung, mas, certa feita, disse a meu pai que preferia viver no meio dos índios, lá no distante Amazonas, do que ver a política nacional nas mãos de gente ordinária.
Gostaria de ver Paulo Hartung senador, discursando em defesa do Brasil, do Estado, com a costumeira impetuosidade que o caracteriza, a mesma que salvou o Estado de uma indecente greve da Polícia Militar
Quem tem um pai de sangue espanhol não interrompe o que ele diz, escuta e absorve o que ele ensina. “Olha, rapaz. Você está errado. Nunca se acovarde. Lute como homem de verdade. Morra, mas não fuja. Você é brasileiro, aqui nasceu e aqui você tem que lutar, contra tudo e contra todos. Siga seu instinto. Não permita que te intimidem. Seja homem”. Esses conselhos do meu velho e querido Mesquita Neto estão dependurados num quadro na minha biblioteca. Foi o espírito maçônico mais notável que encontrei na minha existência, companheiro de Paulo Gomes, pai do nosso governador Paulo Hartung Gomes, o homem que declarou no lançamento do anuário de A GAZETA 2018, que estava deixando de ser político para fazer política com pê maiúsculo, sem se intrometer nas questões partidárias.
Efetivamente, a política nacional é degradante. Mas não é só no Brasil. Paulo Hartung não pode deixar de ser político, principalmente depois de ter exercido vários mandatos, sendo três deles de governador do Estado, onde, justiça se faça, passa como um homem raro, ético, decente, com quem se pode conversar, acreditar no que diz. Não é um homem vulgar. Merece respeito.
Gostaria, sinceramente, de ver Paulo Hartung senador, discursando em defesa do Brasil, do Estado, com a costumeira impetuosidade que o caracteriza, a mesma que salvou o Estado de uma indecente greve da Polícia Militar. A história capixaba registra, assim, Hartung como um homem corajoso e homem de bem.
*O autor é jornalista

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