
Claudio Denicoli*
Independentemente de quem será o próximo governador, impreterivelmente ele terá que priorizar a agenda ambiental, pois pouco avançamos nas últimas décadas na questão do desenvolvimento sustentável, e já não há mais tempo a perder.
Drenagem, reflorestamento, recuperação e proteção de nascentes, poluição atmosférica, gestão das águas e coleta e tratamento de esgoto continuam sendo grandes desafios a serem vencidos.
O meio ambiente é um assunto de responsabilidade de todos os níveis governamentais, mas são os Estados que devem ser protagonistas das ações, pois os municípios carecem de capacitação e estrutura e o governo federal está muito distante.
O Espírito Santo tem todas as condições de ser exemplo de sustentabilidade, pois é um Estado equilibrado financeiramente, com uma posição geográfica privilegiada, com boa disponibilidade hídrica e pequenas dimensões
Os planos estaduais de resíduos sólidos e de recursos hídricos, que estão sendo elaborados, não podem sofrer interrupção, pois serão as referências para nortear e planejar ações, tanto para o poder público quanto para a indústria, agricultura e para a população.
É preciso também que o projeto Simplifica-ES, que busca desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios, seja consolidado, principalmente no que tange ao licenciamento ambiental e à vigilância sanitária, pois o excesso de procedimentos é um dos maiores inimigos do desenvolvimento sustentável.
No entanto, para avançar, é preciso admitir que existem dificuldades e primar pela transparência e socialização das ações.
O Espírito Santo tem todas as condições de ser exemplo de sustentabilidade, pois é um Estado equilibrado financeiramente, com uma posição geográfica privilegiada, com boa disponibilidade hídrica e pequenas dimensões.
Assim, basta que façamos um enfrentamento planejado, de forma consciente e participativa, pois temos a convicção de que o futuro do planeta ainda está em nossas mãos.
*O autor é engenheiro civil especialista em Meio Ambiente