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Marcas de Valor 2021

Mais cursos com oferta aliada ao setor produtivo em 2022

Senai-ES planeja ampliar o portfólio de formação profissional no próximo ano, visando ao mercado de trabalho, na modalidade presencial e a distância

Publicado em 17 de Dezembro de 2021 às 01:50

Publicado em 

17 dez 2021 às 01:50
No Espírito Santo, o Sesi e o Senai são pioneiros na implementação do novo ensino médio, com parcerias entre redes de educação profissional e de educação básica
No processo de preparação de novos cursos, a perspectiva é discutir com sindicatos e empresas para que apontem as principais demandas do mercado Crédito: Senai/ Divulgação
Referência em formação profissional, o Senai contribui com a qualificação do capixaba há 69 anos. Sempre em sintonia com as transformações por que passa o Espírito Santo, a instituição planeja, para o próximo ano, ampliar mais a oferta de cursos, sempre atenta e alinhada às demandas do setor produtivo do Estado.
Para os gestores do Senai, aumentar a oferta de turmas para a aprendizagem industrial é uma estratégia que permite aos jovens formação de qualidade e, consequentemente, mais oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.
E para esse processo de preparação de novos cursos, a perspectiva é discutir com sindicatos e empresas para que apontem as principais demandas e, assim, a formação possa ser construída mais próxima às necessidades locais de mão de obra.

ATUAÇÃO

O Senai alcança todo o Estado, em 18 áreas industriais, do setor alimentício ao de petróleo e gás. Além das atividades presenciais, a instituição passou a oferecer aulas na modalidade de Educação a Distância (EaD). Na habilitação técnica, por exemplo, 80% da carga horária é on-line, 20% é presencial.
Mas, seja para o formato virtual, seja para uma unidade física, a instituição faz investimentos contínuos e se preocupa com a formação individual em todos os aspectos.
"Temos unidades de ensino com laboratórios equipados e voltados para a formação baseada no desenvolvimento de competências dos alunos. Além das capacidades técnicas e cognitivas, desenvolvem-se as socioemocionais, ou soft skills"
Aline Fernandes - Gerente de Educação Profissional do Senai-ES
Essa preocupação com a formação do público capixaba se converte em reconhecimento entre os que conhecem o trabalho feito pela instituição. No prêmio Marcas de Valor Rede Gazeta 2021, o Senai obteve o primeiro lugar na categoria “Escola Profissionalizante”.
O resultado é, para Aline Fernandes, fruto da qualidade do serviço aliado à marca Senai, conhecida mundialmente pela formação profissionalizante.

SEMPRE EM TRANSFORMAÇÃO

Diante da pandemia de Covid-19, a estratégia adotada pelo Senai foi manter a comunicação eficiente com o público para ofertar cursos em formatos diferentes, e também aumentar o portfólio de produtos para atrair novos clientes.
Apesar do cenário imposto pela crise sanitária, a instituição conseguiu superar os desafios e ter conquistas importantes. Em 2020, ganhou uma Academia de Segurança Cibernética, que possibilita um ambiente seguro para realizações de competições cibernéticas, palestras e cursos, e foi aberto o novo espaço do Instituto Senai de Tecnologia, em Vitória.
Já em 2021, o Senai fechou parceria com o governo do Estado para o oferecimento de cursos técnicos gratuitos a estudantes da rede pública estadual. O programa faz parte do Plano Espírito Santo, que prevê a criação de 100 mil empregos nos próximos anos.

TRAJETÓRIA

Em quase sete décadas de atuação, a trajetória do Senai tem marcos importantes. No início, os cursos eram voltados a atender à forte demanda ferroviária do Estado, em uma época em que a indústria local estava focada no desenvolvimento do modal ferroviário e necessitava de mão de obra para a manutenção da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).
Com o desenvolvimento da planta industrial no Espírito Santo e a crescente demanda por mais profissionais qualificados, a instituição passou a ofertar novos cursos e se expandiu pelas regiões do Estado. A partir de 1970, foram construídos centros de formação profissional em Cachoeiro de Itapemirim e em Linhares; já em 1986 foi a vez de Colatina, Serra e Vila Velha ganharem uma unidade cada.

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