Eleito pelo PSDB em 2014, o deputado estadual Sergio Majeski migrou para o PSB de Renato Casagrande durante a janela partidária de março/abril para disputar uma vaga no Senado. Nesta entrevista exclusiva, Majeski diz que não aceitará dividir o palanque com o senador Magno Malta (PR). É uma reação direta à aproximação explícita de Casagrande com Magno. A princípio, a coligação do ex-governador também tem Marcos do Val (PPS) como pré-candidato a senador.
Casagrande trabalha no momento para atrair Magno Malta para a coligação do PSB, oferecendo a ele uma das duas vagas de candidato a senador na chapa. O senhor acha que pode acabar rifado?
Não. Não me preocupo com isso porque, se Magno for candidato ao Senado no palanque de Casagrande, eu não serei rifado. Eu mesmo é que vou me rifar da chapa.
Por quê?
Não sou um político carreirista. Nunca foi um sonho e um objetivo de vida meu ser deputado estadual, como não é um sonho e um objetivo de vida me tornar senador. Essas coisas vão acontecendo. E tem princípios de que não abro mão. Eu vou pedir votos para o Magno? Ele vai pedir votos para mim? Como é que vou explicar isso aos eleitores? Não tem como.
Se retirar a candidatura ao Senado, o que o sr. fará?
Se eu tiver que voltar amanhã para a sala de aula, volto feliz da vida (o deputado é professor de Geografia). E não me preocupo se tiver que tentar a reeleição. Desde que vim para o PSB, sempre disse que queria ter a liberdade de mudar se achasse que era melhor mudar.