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Pai de Esquiva e Yamaguchi

Sem ringue, Touro Moreno até tentou vender casa que recebeu de Huck

Seis anos após a família Falcão participar do 'Lar Doce Lar', residência passou por mudanças, mas família ainda vive no local

Publicado em 03 de Agosto de 2018 às 14:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 ago 2018 às 14:45
Família Falcão ganhou casa nova em 2012, depois de participar do Caldeirão do Huck Crédito: Fernando Madeira
Era uma casa pequenininha, com quartos sem porta e sem armário. A moradia sem pintura, só no reboco, foi por muitos anos o lar de Yamaguchi e Esquiva Falcão ao lado dos irmãos e dos pais Touro Moreno, de 80 anos, e Maria Olinda, 54 anos. Foi só em 2012, após a conquista das medalhas olímpicas em Londres, que a família ganhou uma casa maior, com móveis e quartos para todos. Seis anos depois, voltamos à residência dos Falcão, construída durante o quadro "Lar Doce Lar", do Caldeirão do Huck, e descobrimos que outras famílias já habitaram o local. A casa mudou um pouco, já foi alugada algumas vezes e houve até algumas tentativas de vendê-la.
No últimos anos, depois de morar em Domingos Martins, Santa Teresa e Vila Velha, Touro Moreno e a esposa voltaram a viver na casa de Jacaraípe, na Serra. A família se dividiu: Esquiva e Yamaguchi, dedicados ao boxe profissional, moram nos Estados Unidos, enquanto Estivan, Luciano e Yuri - também boxeadores - vivem em São Paulo. As outras filhas e netos moram com Touro e Maria Olinda na casa construída pelo programa de Luciano Huck.
"Todo mundo mora aqui comigo. Fiquei um ano em Vila Velha e, nesse tempo, minha filha caçula, a Isabelita, ficou morando aqui. Minha filha Delza mora aqui com o filho e o marido. Como são duas casas, ali na frente a gente chegou a alugar duas vezes, por R$ 400 por mês, mas acabou não dando certo por que não tem divisória. Como não tem separação (entre as duas casas), mistura a família daqui com a família de lá e aí começa a incomodar", afirma Touro, que é completado pela esposa.
"Por uns dois, três anos, a gente tentou vender a parte da frente, dividir o terreno. Pedimos R$ 150 mil, mas acho que aqui (em Jacaraípe) é difícil conseguir vender por esse valor. Depois a minha filha veio morar aqui e a gente desistiu de vender", explica Maria Olinda.
SEM RINGUE
Pugilista, Touro Moreno sempre sonhou com uma academia de boxe. Quando a residência foi entregue à família, em outubro de 2012, um ringue foi colocado entre as duas casas. Anos depois, no entanto, o que se vê ali é um grande vazio. Touro explica que preferiu abrir mão do local de luta.
Touro Moreno: no lugar do ringue de boxe, um vazio separa as duas casas Crédito: Bernardo Coutinho
"Toda vez que chovia entrava água no ringue e ficava difícil para limpar. Uma empresa deu uma cobertura por um tempo, mas empoçava água no toldo quando chovia e estava trazendo problema. Quando voltei de Santa Teresa um dia, tinha um menino aqui, outro ali, com dengue. Deixaram um espaço no meio (entre uma casa e outra) que não precisava", justifica Touro Moreno.
O cercado de tela em volta da casa foi outra mudança feita pela família. Para ter mais privacidade e segurança, Esquiva e Yamaguchi atenderam ao pedido dos pais, e construíram um muro na residência.
"Ali era o meu barraquinho na lajota. Mudaram a casinha, colocaram no chão, e fizeram um compensado de madeira. Esse muro aí foi os meninos que mandaram fazer. Era tudo tela. De manhã cedo a gente não podia acordar que aqui em volta já estava cheio de gente pedindo para tirar foto da casa. Não tinha sossego, privacidade, aí resolvemos colocar o muro. Mas a casa é boa, gostei. A gente vive bem aqui", encerra o patriarca da família Falcão.

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