Promessa do basquete feminino brasileiro, a pivô capixaba Izabel Varejão iniciou nesta semana uma nova etapa na sua carreira. A jogadora de 20 anos fez sua estreia oficial atuando pela universidade de Michigan, na primeira divisão da National Collegiate Athletic Association, a NCAA.
Sobrinha do também pivô Anderson Varejão, Iza chega ao basquete universitário após três anos jogando pelo time da escola Neuse Christian, da Carolina do Norte. Desde julho com as novas companheiras de Michigan, a caloura capixaba, de 1,95m de altura, diz que os treinos são puxados e revela que já ganhou pelo menos dois quilos de massa muscular.
Pivô capixaba, Iza Varejão vai disputar liga de basquete universitário nos EUA
"A diferença é tremenda. Acho que nunca passei por uma experiência como essa. O condicionamento físico muito é puxado e, com apenas três semanas de treino, eu ganhei dois quilos de massa muscular. Além disso, trabalho tático que fazemos aqui é sem palavras", declarou a jogadora, que hoje é a mais alta da equipe.
Iza não é a única caloura de Michigan nesta temporada. As armadoras Maddie Nolan Michelle Sidor, essa companheira de quarto da capixaba, também estão no primeiro ano com a equipe. Varejão conta que foi bem recebida pelas veteranas e principalmente pela comissão técnica. "A recepção foi sensacional. As meninas são demais, os técnicos super atenciosos e eles se importam muito conosco dentro e fora de quadra. Mas, a relação do time, sem dúvidas é maravilhosa. Todo mundo se dá bem", comentou.
A treinadora Kim Barnes Arico, que está no comando de Michigan desde 2012, vem tendo um papel fundamental na adaptação e no crescimento do jogo de Iza. A capixaba acredita que terá muitas oportunidades, mesmo ainda sendo apenas o seu primeiro ano. "A coach Arico gosta bastante do meu jogo e acredita que eu vou poder ajudar bastante o time nessa temporada. Acho que vou ter bastantes oportunidades e o meu foco nessa temporada é ficar mais forte. Por isso estamos trabalhando bastante nisso", declarou a capixaba.
Sonho de ser médica x rotina de atleta
O basquete e a dedicação nos estudos abriram as portas de uma das melhores universidades americanas para Iza Varejão. Agora, a capixaba de 20 anos divide o sonho de se tornar médica com a dura rotina de jogos e treinos. "É bem difícil a rotina porque a gente treina 20 horas por semana (correria) e ainda, no final do dia, depois de muuuuito treino, temos a sessão de estudos. Recebemos muita ajuda de tutores e tudo mais, só que o corpo às vezes cansa por conta da rotina pesada. Mas quero muito fazer medicina. Ainda não tenho um curso declarado, mas provavelmente, no primeiro momento, será Biologia para poder entrar na escola de medicina, após quatro anos", revela Iza.
"Estar longe de quem você ama nunca é fácil. A saudade que eu sinto diária deles é louca. Tudo que eu olho me lembra meu irmão. Às vezes eu olho para as fotos dele e começo a chorar. Família é tudo na vida e essa adaptação é bem mais difícil porque, na correria do dia-a-dia, às vezes nem consigo falar com eles direito. Mas não é na maldade. Quando tenho tempo, eu geralmente durmo para descansar. Então é bem complicado e a saudade só aumenta a cada dia. Além disso tudo, o frio daqui vai ser bem difícil. Ô lugarzinho gelado (risos). Coitada de mim, uma capixaba morando em -25° fahrenheit. Não é nem celsius (mais risos)."