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Retorno

Ettore Ivaldi volta ao Brasil para treinar a seleção de canoagem slalom

A contratação de Ettore foi realizada em parceria pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa)
Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 fev 2022 às 18:13

Publicado em 23 de Fevereiro de 2022 às 18:13

Ettore Ivaldi será o treinador da seleção brasileira de canoagem slalom no ciclo olímpico Paris 2024
Ettore Ivaldi será o treinador da seleção brasileira de canoagem slalom no ciclo olímpico Paris 2024 Crédito: Rafael Bello/COB
Ettore Ivaldi será o treinador da seleção brasileira de canoagem slalom no ciclo olímpico Paris 2024. O treinador italiano, de 59 anos, está de volta ao país após comandar a equipe entre 2011 e 2016, quando foi peça fundamental no desenvolvimento da modalidade. A contratação de Ettore foi realizada em parceria pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).
“Ettore é um dos principais treinadores do mundo e realizou um trabalho importante em sua primeira passagem pelo Brasil, tendo contribuído com a formação e a evolução dos nossos atletas. Tanto é que seu retorno era um desejo de todos da canoagem slalom”, diz o diretor de Esportes do COB, Jorge Bichara.
“Os atletas brasileiros têm muito potencial e estou aqui para extrair esse potencial deles. Decidi voltar ao Brasil para terminar o meu trabalho. Fiquei de 2011 a 2016, vi esses atletas, que hoje são de alto nível, nascerem. E, quando me propuseram retornar, gostei da ideia justamente por isso: poder concluir um ciclo”, explica Ettore. 
Natural de Verona, Ettore comandou a seleção italiana no último ciclo olímpico e tem no currículo ainda passagens por Espanha e Irlanda. Sob seu comando, o Brasil viu Ana Sátila se sagrar campeã mundial júnior no K1, em 2014, e conquistar o ouro no C1 nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015. Já Pepê Gonçalves, prata no K1 em Toronto 2015, se tornou o primeiro brasileiro finalista olímpico na canoagem slalom: 6° lugar.
“Para mim, o Ettore é o melhor treinador do mundo. Quando ele chegou, lá em 2011, lembro que não sabia nada de português e eu, ainda uma criancinha, não entendia nada do que ele dizia. O Brasil não tinha praticamente resultado nenhum a nível internacional e, quando ele foi embora, eu era a quarta colocada no ranking mundial. E não fui só eu que conquistei grandes resultados, o que só comprova sua competência como técnico”, afirma Ana Sátila.
“Nós trabalhamos bastante para trazer o Ettore novamente, primeiro porque ele está entre os melhores técnicos da modalidade, além de já ter a confiança da equipe e conhecer bem o Brasil. Então, a adaptação é fácil. É importante ressaltar que ouvimos os atletas e estamos dando pra eles um técnico de ponta porque acreditamos nessa geração e podemos brigar por medalhas”, complementa Rafael Girotto, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).
Após desembarcar no Brasil no início deste ano, o treinador italiano já está comandando atividades no Parque Radical de Deodoro e no CT do COB, no Rio de Janeiro, com alguns dos principais nomes da canoagem slalom nacional: Ana, Pepê, Felipe Borges e Omira Maria. Em março, ele acompanha a seletiva que definirá os integrantes da seleção brasileira para a temporada.

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