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Disputa com RJ

Dirigente da Fórmula 1 afirma que GP do Brasil de 2020 será em SP

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na última quarta-feira (08) que o Rio de Janeiro iria sediar o campeonato no ano que vem

Publicado em 13 de Maio de 2019 às 21:33

Publicado em 

13 mai 2019 às 21:33
Fórmula 1 Crédito: Reprodução
A disputa entre Rio de Janeiro e São Paulo para definir quem ficará com o GP do Brasil a partir de 2021 continua aberta, mas o presidente executivo da FOM, empresa que controla os direitos comerciais da F-1, Chase Carey, assegurou que a etapa brasileira de 2020 segue em São Paulo, diferentemente do que declarou o presidente Jair Bolsonaro em evento na semana passada. "Temos um acordo firmado com São Paulo para 2020", disse Carey. "Temos uma boa relação com São Paulo. Mas temos que resolver o que fazer em 2021. Estamos em negociações com ambas as cidades e apreciamos o interesse das duas cidades, já que o Brasil é um mercado importante para nós e uma parte importante de nossa história. Estamos animados para avançar nessas negociações e seguir adiante, tomar uma decisão."
A FOM busca acabar com as regalias do Brasil, que atualmente não paga a taxa para receber o GP, diferentemente do que ocorre em 19 das 21 etapas do campeonato -a outra exceção é o GP de Mônaco. A maioria das provas paga de US$ 20 milhões a US$ 25 milhões (R$ 79,8 milhões a R$ 99,7 milhões) anualmente para receber as corridas.
O contrato especial de São Paulo só foi possível pelas relações comerciais estreitas entre os promotores de São Paulo e o ex-chefão da F-1, Bernie Ecclestone. E o desejo da FOM é que essa estrutura seja alterada. A Prefeitura de São Paulo espera Carey em junho na cidade para prosseguir com as negociações.
Já no Rio de Janeiro, o autódromo ainda teria de ser construído na região de Deodoro. Embora os promotores assegurem que o projeto esteja adiantado, o processo de concessão da área ainda não foi concluído e ambientalistas têm freado a licitação, uma vez que existe a dúvida se o lugar é uma área de preservação de Mata Atlântica.
Confiante de que esses entraves serão superados, a Rio Motorsports fala em construir a pista em um prazo de 14 a 17 meses, abrindo a possibilidade de receber a etapa já em 2020, mas apostando em tirar a corrida de São Paulo após o término do atual contrato.
Seja qual for a decisão, Carey reitera a vontade da F-1 em permanecer no Brasil, país que representa, sozinho, cerca de 20% da audiência mundial da categoria. "É um mercado muito importante. Alguns dos nossos melhores números vêm de lá e também, algumas de nossas melhores corridas. Estamos focados e comprometidos em continuar correndo no Brasil. Só temos de resolver qual o melhor caminho a partir de 2021", afirmou.
O GP do Brasil de 2019 está confirmado para os dias 15, 16 e 17 de novembro, no autódromo de Interlagos.

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