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94ª edição

Competição e diversão: capixabas encaram a Corrida de São Silvestre

Na corrida mais tradicional do Brasil, capixabas aproveitam a última prova de rua para fechar com chave de ouro o calendário das competições com a São Silvestre

Publicado em 26 de Dezembro de 2018 às 19:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 dez 2018 às 19:48
Raphael, Raquel e Sandro preparados para correr a São Silvestre Crédito: Vitor Jubini
Com 94 anos de história, a corrida mais tradicional do Brasil fecha o ano de 2018 como um dos eventos esportivos mais democráticos do país. Entre o pelotão de elite, com atletas renomados nacional e internacionalmente e as milhares de pessoas que vem atrás na São Silvestre, que acontece em São Paulo, capital, uma mistura de diversão e disputa se mesclam nos 15 quilômetros de prova.
No Espírito Santo, o atleta Valério Fabiano é a grande aposta para representar o Estado na competição. Ano passado ele foi o segundo melhor brasileiro. Valério fez um tempo de 47 minutos. Em 2018 ele se preparou para tentar abaixar um ou dois minutos, como conta.
"Minha intenção é ir melhor. Tenho corrido 25 quilômetros diários, descansando somente no domingo. A São Silvestre, apesar de ser uma corrida de 15km, exige muito da gente. Ela é uma mescla de subidas e no final, que é quando você já está cansado, tem nos dois últimos quilômetros finais, a subida da Brigadeiro. Quem chega ali na frente é muito difícil de ser ultrapassado", descreve o capixaba, que é natural de Divino de São Lourenço, mas atualmente mora em Muriaé, Minas Gerais.
Já os amigos Raphael Abreu, Sandro Lage, a esposa Raquel Lage encaram a tradicional prova de rua de uma forma bem menos competitiva que a de Valério, mas com muita diversão. Esse é o segundo ano que os rapazes vão correr e a expectativa é de um tempo menor em relação ao ano de 2016. Já Raquel será estreante.
"Na minha primeira prova eu fiz em 1h44 e desta vez eu estou me preparando para fazer em torno de 1h20. Mas meu maior objetivo é me divertir e comemorar essa nova fase da minha vida, depois de ter emagrecido e controlado diversos problemas de saúde. Foi a corrida que mudou minha vida, então é hora de celebrar", disse o representante de medicamento, Raphael Mesquita de Abreu.
O representante comercial Sandro Lage, de 47 anos, foi responsável por inserir a esposa Raquel Lage nas corridas de rua. E nesta São Silvestre ele vai dividir com ela mo prazer de percorrer os 15 quilômetros antes de o ano finalizar.
"Nós nos preparamos bem para a corrida. Treinamos bastante, complementamos com exercícios na bicicleta, no funcional e acredito que estamos com um bom preparo físico. A São Silvestre é uma prova que deixa a gente motivado, as pessoas nas ruas nos incentivam no percurso. Tenho certeza que a Raquel vai gostar muito", comenta.
"Minha expectativa é de emoção. É uma prova de projeção nacional, que a gente vê desde sempre. Pode estar lá vai ser um momento muito gratificante. Vou para me divertir e cumprir meus 15km", reforça a professora de 41 anos, Raquel Lage. 
Bariátrica trouxe qualidade de vida
Os dois amigos Sandro Lage e Raphael Abreu têm em comum, além da paixão pela corrida, terem passado pelo processo cirúrgico da bariátrica. Sandro foi operado há três anos e Raphael há cinco meses. Ambos comemoram a nova fase, com mais disposição e saúde. 
"Eu tive uma síndrome metabólica, desencadeei vários problemas como pressão alta, colesterol alto, quase fiquei diabético e tive lesão no joelho por causa do peso. Cheguei a 105 quilos, parece que nem é muito, mas por conta da minha altura e desses outros problemas de saúde, o médico disse que eu tinha indicação para a cirurgia. Hoje já estou liberado para correr, me sinto bem. Tenho acompanhamento com nutricionista e médico. Antes quando eu não tinha operado, o médico ficou preocupado e me proibiu de correr porque minha pressão chegou a 22 por 8", conta Raphael.
Sandro, que já tem mais tempo de bariátrica já passou pela São Silvestre depois de ter se recuperado do procedimento cirúrgico e garante que não sofreu nenhum problema na corrida.
"Eu tinha engordado bastante depois de um acidente de carro que eu sofri e isso  foi me trazendo vários problemas. A bariátrica me trouxe condições de voltar a correr. Por isso eu vejo a São Silvestre como um presente de fim ano, por eu poder correr e confirmar que estou bem. É de lavar a alma", conclui Sandro. 

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