Uma costureira viu 30 anos de trabalho serem engolidos pela lama. Os belos vestidos de noiva, as máquinas, linhas e tecidos usados diariamente para realizar o sonho de casamento de muitas pessoas foram levados pela enchente. Ela foi uma das mais de 300 pessoas que buscaram o atendimento emergencial da Defensoria Pública do Espírito Santo em
Iconha.
Além dos moradores de Iconha, vítimas da enchente de
Alfredo Chaves, Rio Novo do Sul e Vargem Alta também puderam contar com o atendimento emergencial disponibilizado pela Defensoria. As demandas mais frequentes foram: direito ao aluguel provisório, cartão reconstrução, segunda via de documentos e certidões e possíveis indenizações dos prejuízos sofridos.
A atuação da Defensoria Pública, iniciada no último dia 27 de janeiro, será ininterrupta e em duas frentes, uma móvel, com atendimentos pontuais nas regiões afetadas, e outra fixa, nas unidades de atendimento. O objetivo, segundo a Instituição, é assegurar que a população vulnerável tenha seus direitos garantidos e possam retomar suas vidas com dignidade.