No mês passado, encerrou-se a quarta edição da Web Summit, em Lisboa. A cerimônia final contou com a presença do presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Um mês após o fim do evento, já é possível fazer um pequeno balanço sobre o maior festival de tecnologia e empreendedorismo do mundo.
Juntando as informações disponibilizadas pelos organizadores e pela imprensa portuguesa, os números da Web Summit são grandiosos e realmente impressionam: foram 70.469 visitantes de 160 países, 2.526 jornalistas credenciados, 1.206 oradores, 239 parceiros, 2.150 startups e 2.700 voluntários. Com um investimento de 11 milhões de euros, viabilizados pelo governo português e pela Câmara Municipal de Lisboa, Portugal tem garantido, até 2028, a realização deste evento em terras lusitanas. Na realidade, a Web Summit, tornou-se um grande negócio, principalmente para o seu realizador Paddy Cosgrave.
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Contudo, há em Portugal questionamentos sobre as projeções feitas pelos órgãos públicos, que calculam um retorno de 180 milhões de euros para o país. A mídia portuguesa tem levantado, ainda que sutilmente, se tais projeções se confirmarão na prática. Às vezes, a ênfase maior é para as questões laterais, como a camisa de 800 euros (com produção limitada), idêntica a usada pelo CEO do evento, Paddy Cosgrave, com a intenção de promover uma indústria em via de extinção na Irlanda, ou ainda, sobre a quantidade de voluntários que participaram da Web Summit sem remuneração, do que propriamente sobre os efeitos provocados por um evento dessa magnitude e envergadura.
Nos últimos anos, o empreendedorismo vem ganhando fôlego em Portugal. Além da capital Lisboa, cidades como Porto, Coimbra e Braga têm investido e se beneficiado de projetos que estimulam universidades, jovens, empresas e capital de risco a construírem novos cenários econômicos, que muitas vezes nascem e morrem, com a mesma velocidade.
O capixaba Rodrigo Pimenta, CEO e founder da Adsyeah, radicado em Portugal há sete anos e que acompanha o Web Summit desde sua primeira edição em Portugal, considera que o evento é um palco “propício à apresentação e desenvolvimento de ideias inovadoras e disruptivas, baseadas em grande parte em soluções simples e transversais. O resultado para nós na Web Summit é o fechamento de negócios e a conquista de prêmios, gerando visibilidade além do aprendizado constante”.
Embora a mídia portuguesa tenha dedicado à Web Summit um espaço muito bom durante a sua realização, inclusive com transmissões diretas do Parque das Nações, com o seu encerramento, o assunto perdeu força, o que é natural. Cabe aos agentes envolvidos recriar novas abordagens, que além de ideias tragam trabalho, riqueza e desenvolvimento. Se você pretende ir à Web Summit de 2020, acesse o site: projetopulso.com.br e se informe sobre tudo que aconteceu e se o evento é para você mesmo.