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Gabriel Tebaldi

Lula: cronologia do abismo do popular líder do Brasil

6 de abril: Lula é uma caricatura. A mentira o consome. Sua afronta à lei estimula o extremismo. Seu discurso, fétido; seu lugar, a cadeia

Publicado em 06 de Abril de 2018 às 20:52

Públicado em 

06 abr 2018 às 20:52

Colunista

O ex-presidente Lula Crédito: RICARDO STUCKERT

1989: Nesse fatídico ano, um ousado candidato, Lula, diz a uma esperançosa plateia: “Vou provar que é possível punir corruptos no Brasil, pois lugar de bandido é na cadeia”. É convincente. Mas, em suas palavras, a mentira é sua munição política.

2005: Um poderoso (e popular) Lula dirige-se à nação. Pede perdão pelo “Mensalão”. “O PT tem que pedir desculpas. É necessário punir os corruptos e tomar medidas drásticas para que essa situação não se repita no futuro. Ninguém será poupado”. Assim, ao vender esperança e “denunciar” o erro de seu partido, mantém em seu controle a fé simples do povo.

2012: Messiânico, vitorioso de um câncer e no centro do julgamento no STF, Lula afirma para o “The New York Times” que o mensalão nunca existiu. “Trata-se de uma peça de ficção inverossímil. Não há provas do mensalão”. Surge a versão do julgamento político, da conspiração e da hipocrisia do Sistema. Para o mesmo jornal, FHC sintetiza Lula: “encantador de serpentes”.

2016: Já ex-presidente, cansado e abatido, Lula começa a ser investigado pela Operação Lava Jato. Atenta diariamente contra a honra de juízes, a PF e a verdade de seus ex-amigos. “É uma caça às bruxas dos meninos de Curitiba. Quem dá ouvidos a bandidos?”. Escandalosamente, sugere que Moro seja exonerado “pelo bem do serviço público”. A partir daí, é figura ridícula.

Luiz Inácio, o mais novo condenado à prisão, reafirma que a mentira nunca foi crime, mas uma forma natural de viver

Abril de 2018: a nova data no calendário da História do Brasil. “Há dois lotes de criminosos: os que não querem ser punidos, e os que não querem ser honestos, mesmo após serem punidos”, ensina o ministro Barroso. Luiz Inácio, o mais novo condenado à prisão, reafirma que a mentira nunca foi crime, mas uma forma natural de viver. Afronta-se a lei; zomba-se das instituições; faz-se churrascos no dia da prisão e é montado um cinturão humano em sindicato.

6 de abril: Lula é uma caricatura. A mentira o consome. Sua afronta à lei estimula o extremismo. Seu discurso, fétido; seu lugar, a cadeia (finalmente nela os criminosos ricos começam a habitar, para o bem de quem sustenta o país). E o povo assiste a tudo, estupefato.

*O autor é graduado em História e Filosofia, e pós-graduado em Sociologia

 

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