Em 1820, 95% da população mundial vivia na extrema pobreza. Éramos um bilhão pelo planeta. A mortalidade infantil batia 43%; o analfabetismo castigava 88% das pessoas. A expectativa média de vida na Europa era de 35 anos; na África, 27. Vivíamos em meio ao caos.
Em 2018, 10% da população mundial vive na extrema pobreza. Atualmente, somos 7 bilhões, a mortalidade infantil é de 5% e o analfabetismo atinge 18% das pessoas. A expectativa média de vida na Europa é de 80 anos; na África, 60. Ou seja, nunca vivemos tão bem! Mas o que aconteceu nos últimos 200 anos?
Capitalismo! Esse sistema, odiado por quem ignora fatos e dados, promoveu a maior revolução de qualidade de vida, escolaridade e saúde de toda a História. E o que há por trás desses avanços? Lucro! Esse é o motor das transformações.
Ayn Rand, filósofa mãe do Objetivismo, é mais um dos nomes ausentes do currículo escolar brasileiro. Para ela, o lucro é “a insígnia da produção”. Bill Gates, Steve Jobs, Larry Page, Sergey Brin e tantos outros não mudaram o mundo por altruísmo, mas por lucro; por produzir algo de valor que outros querem comprar para tornar a vida melhor, mais longa, mais fácil ou mais agradável. É o meu interesse de enriquecimento que gera empregos, investimento e riqueza.
Em 1957, Rand questionou os marxistas: “Você que acha que o dinheiro é a raiz de todo o mal já se perguntou qual é a raiz de todo o dinheiro?”. A riqueza vem da produção de soluções desejadas pelas pessoas! Não foi o Estado que retirou a humanidade do caos e lançou-a no melhor momento em 100 mil anos, mas sim porque “cada indivíduo é um fim em si mesmo e tem o direito de existir para o seu próprio benefício”.
Fomos, porém, educados a amar o Estado, a esperar dele todo zelo e a condenar a riqueza como fruto da exploração. Fomos educados por quem nunca leu Smith, Thatcher, Friedman, Mises ou Rand, e aprendemos que devemos destruir o sistema, ao invés de aprimorá-lo. Ayn Rand nos ensina, pois, a orgulharmo-nos de nossas conquistas, a almejar sempre mais e nunca esquecer: ”o homem que não se dá mais valor está à mercê da vontade de qualquer um”.