Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Lava Jato vs. corrupção
José Carlos Corrêa

Lava Jato vs. corrupção

O 24 de janeiro de 2018 entra para a história como o dia em que a Lava Jato, responsável pela maior limpeza ética da história política do país, nocauteou a corrupção

Publicado em 02 de Fevereiro de 2018 às 21:58

Públicado em 

02 fev 2018 às 21:58
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Mais do que decidir o destino pessoal e político do principal réu, Lula, o julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ocorrido no último dia 24, em Porto Alegre, teve o mérito de, mais uma vez, confrontar a Operação Lava Jato com a corrupção da classe política brasileira. De um lado, o trabalho talentoso, paciente e eficaz da Polícia Federal, complementado pelo Ministério Público, desvendando os meandros da teia de promiscuidade das relações mantidas entre agentes públicos e privados para subtrair recursos do povo brasileiro em proveito de interesses condenáveis. De outro, os defensores dos autores dos delitos tentando livrá-los da condenação utilizando de filigranas jurídicas que são fartas no vasto cipoal da nossa legislação penal.
De um lado estavam os desembargadores que se debruçaram com atenção nas peças do processo não para julgar “as pessoas, mas fatos em que, de alguma forma, elas se envolveram”, como chegou a destacar um deles. Nos seus votos, esmiuçaram cada um dos delitos praticados pelos réus a partir das inúmeras provas materiais e testemunhais contidas no processo. De outro, os advogados dos réus que insistiam em argumentos repetitivos, a grande maioria já superada em decisões anteriores do próprio TRF4, tentando, a todo custo, livrar os seus clientes das acusações formuladas.
Nos julgadores ficava evidente o cuidado que tiveram em embasar seus votos nas peças contidas nos autos, concluindo pela existência, no caso de Lula, da prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Entre os defensores dos réus, sobressaía a tentativa de politizar a questão, chegando até mesmo à alegação de suspeição do juízo de primeira instância cuja sentença estava sendo apreciada.
Fora do tribunal, destacavam-se dois tipos de manifestações populares. Em um deles, camisas e bandeiras verde-amarelas em apoio à Operação Lava Jato, ao combate à corrupção e à condenação dos acusados. Em outro grupo, de camisas vermelhas, eram gritadas palavras de ordem contra e a Lava Jato e o juiz autor da sentença de condenação em primeira instância, sustentando que tudo não passava de “uma farsa” para impedir que o principal acusado de corrupção, Lula, disputasse as eleições presidenciais.
O dia 24 de janeiro de 2018 realmente passou a ser um marco na história do Brasil: o dia em que a Operação Lava Jato, a responsável pela maior limpeza ética da história política do país, nocauteou, por 3x0, a corrupção. Com isso, reacende, nos brasileiros, a esperança de que a impunidade deixe de ser a regra para virar exceção em nossa sociedade.
*O autor é jornalista
 

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O paradoxo da Noruega, país que ganha bilhões com aumento do petróleo mas o consome cada vez menos
Imagem de destaque
Salgados de boteco: 6 receitas simples para fazer em casa
Imagem de destaque
Irmão de suspeito de atirar em dono de bar em Vila Velha também é preso pelo crime

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados