A retomada do mercado imobiliário tem como foco as áreas tradicionalmente alvos de projetos, como Jardim Camburi e Bento Ferreira, em Vitória, e Itaparica, em Vila Velha. A região de Laranjeiras, na Serra, que chegou a ser a menina dos olhos das construtoras em tempos aquecidos, mas que perdeu a atratividade após a crise, volta novamente a estar nos planos das empresas.
“A Serra é o município de maior população e dimensão territorial da Grande Vitória. E, para atender a essa demanda, cresce no município uma rede de serviços forte e igualmente dinâmica, com supermercados, bancos, restaurantes e demais facilidades em diversos bairros”, analisa o gerente comercial da Morar Construtora, Filippe Vieira, que acrescenta a possibilidade de a empresa fazer três lançamentos no município. O foco deve ser os bairros de Balneário Carapebus, Barcelona e Jardim Limoeiro.
Em Vitória e Vila Velha, há lançamentos previstos de pelo menos 11 empreendimentos ao longo do próximo ano. “Cada município tem a sua característica. Vila Velha tem muita oportunidade de crescimento - principalmente na região de Itaparica - e uma boa demanda. Vitória tem uma demanda muito grande, mas pouco espaço disponível, por isso que os lançamentos ficam restritos aos bairros mais procurados e que ainda têm algum espaço”, explica o diretor Comercial da Grand Construtora, Gustavo Rezende.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon), Paulo Baraona, os lançamentos a serem feitos no Estado devem estar focados em imóveis de 2 e 3 quartos. “O maior número de investimentos deve ser feito nessa faixa. Mas também haverá outras opções, como imóveis de alto padrão e também os pertencentes ao Minha Casa Minha Vida, que vai passar por reformulações do governo federal”, avalia.
José Luis Galveas, diretor-presidente da Galwan, acredita que nos próximos meses os imóveis também vão ser procurados por pessoas que queiram fazer investimentos - não apenas com intenção de morar. “Com os juros baixos, os investimentos feitos nos bancos estão rendendo muito pouco. Acredito que vamos voltar a ver pessoas investindo em imóveis, que têm retorno melhor que os bancos e é mais seguro que a bolsa de valores.”
"Com as pessoas investindo em imóveis, mais empregos são gerados, o dinheiro também passa a circular no comércio dos bairros e até o poder público arrecada mais"
A questão que ainda levanta certo receio dos representantes do setor é o nível de emprego, que ainda tem muito a melhorar em todo o país. Em 2019 ainda não houve uma retomada substancial, e as pessoas estarem em empregos seguros é fundamental para o crescimento do mercado imobiliário”, avalia Leandro Rangel Lorenzon, diretor Geral da Lorenge.