"Quero ser prefeito de Vila Velha", afirmou, na tarde desta quinta-feira (8), com exclusividade para esta coluna, o vice-prefeito do município, Jorge Carreta (PSDB).
Mais do que o "querer" de Carreta, a substituição do prefeito Max Filho (PSDB) pelo seu vice-prefeito parece apenas uma questão de tempo. E passa por um outro "querer", igualmente confirmado por Carreta: "O Max realmente quer ser candidato ao governo do Estado do Espírito Santo. E eu, como vice-prefeito, torço por isso".
Os sinais estão todos postos. A entrevista exclusiva de Carreta (leia a íntegra abaixo) praticamente dissipa qualquer dúvida quanto à determinação de Max em ser mesmo candidato a governador. Para isso, conforme exige a legislação eleitoral, o prefeito precisa renunciar ao mandato, para o qual se elegeu em 2016, até o próximo dia 7 de abril.
Na sede da prefeitura, inclusive no gabinete de Max (onde Carreta deu esta entrevista), o clima já é de transição. E as palavras do vice-prefeito confirmam isso: "Me sinto totalmente preparado para assumir a Prefeitura de Vila Velha. Acompanho Max Filho já há mais de vinte anos. Max Filho foi um excelente professor. E eu fui um bom aluno".
Carreta confirma, inclusive, que o seu "chefe" já o preveniu: "Sim, Max já conversou isso comigo. Me disse: 'Carreta, se prepara porque você pode assumir a Prefeitura de Vila Velha'".
Max lá, Carreta cá
E ele já está mesmo se preparando. Até mais do que as palavras, os sinais e atitudes não deixam dúvida. No início desta tarde, por exemplo, Max foi a Brasília especialmente para conversar com o senador Alvaro Dias, maior líder nacional do Podemos. Ao lado do pai, Max Mauro, o prefeito foi em busca de abrigo em uma nova sigla partidária – para conseguir viabilizar candidatura ao governo, o primeiro passo para Max é sair do PSDB e trocar de legenda a tempo (também até o dia 7 de abril).
Enquanto isso, vejam só, Carreta foi quem conduziu, de maneira desenvolta, no auditório da prefeitura (ao lado do gabinete de Max), a apresentação para a imprensa de um projeto importantíssimo para a atual gestão e para a população de Vila Velha: o "Bike VV", sistema de postos de bicicletas de uso compartilhado, a exemplo do "Bike Vitória", lançado pelo vice-prefeito na tarde desta quinta-feira (8).
Dizendo-se pronto para assumir a prefeitura e para também mudar de partido ("Vou aonde Max for"), Carreta não se sentou na cadeira de Max para falar com a coluna (preferiu o sofá, a cinco metros de distância), mas, em muitos pontos da conversa já falou praticamente como prefeito de fato.
Para assumir e vencer as resistências que a troca deve gerar, ele aposta, em primeiro lugar, na preservação da parceria histórica com Max, a quem quer manter bem próximo, como principal conselheiro. "Quero compartilhar isso com Max. Não vou querer ser prefeito de Vila Velha sem ouvir o Max não. Sou sincero em te dizer isso. Eu não falo isso por desconhecimento. Mas o quero como meu conselheiro. (...) Ainda mais se ele for governador do Espírito Santo eleito! Você imagina: Max governador e eu prefeito de Vila Velha. Acho que quem vai ganhar é o povo de Vila Velha."
Carreta também aposta na proximidade pessoal com Max. "Convivo mais com o Max Filho do que a esposa dele. Ela está com ele no horário em que ele está dormindo. Eu estou com ele quando ele está acordado! (risos)"
Por falar em sono, Carreta afirma e reafirma que dará continuidade a todos os projetos de Max, mas já fala em deixar a sua própria marca e que sonha em fazer mais como prefeito. "Rapaz, eu quero ser prefeito da cidade, com certeza absoluta. Eu, quando chego em casa e boto a cabeça no travesseiro, fico pensando o que eu posso fazer pela minha cidade. (...) E quero dar continuidade ao trabalho do prefeito Max Filho. Tenho certeza que ele vai estar ao meu lado, me ajudando também, como eu estou ao lado dele como vice."
Orações
Extremamente religioso – como Max, ele é evangélico e diz que acorda todo o dia às 5 horas para presidir um grupo de orações –, Carreta jura de pés juntos que essa iminente substituição do titular pelo vice com só um terço de mandato cumprido não estava nos planos de Max desde o início, nem na eleição municipal de 2016, quando Max o escolheu a dedo, estrategicamente, para o posto de vice na chapa.
Carreta admite, contudo, que o fato de ele estar ali facilita, e muito, a vida de Max agora. "O meu nome hoje ajuda muito a formação na cabeça dele de vir a ser candidato a governador. Aí eu te digo o seguinte: não sei se ele sairia se talvez fosse outro vice."
Agora só falta combinar com a população. Segundo o (ainda) vice-prefeito, ele e Max passarão, já nos próximos dias, a percorrer os bairros, realizando juntos uma média de 15 reuniões por dia com os representantes das comunidades, a fim de ouvir e explicar esse muito provável movimento. Mas será que o eleitor canela-verde vai mesmo aceitar bem esse pacote "votou em Max, levou Carreta"? Ou tem motivo para se sentir enganado? O vice responde:
"Eu acho que não vai se sentir enganado, porque o eleitor de Max Filho é o eleitor que acompanha a trajetória política dele. (...) Max Filho não era candidato a prefeito em 2016. E foi, pelo chamamento da população de Vila Velha. E tenho certeza que Vila Velha vai fazer esse chamamento novamente para que ele assuma o governo do Estado."
Bem, vamos conferir. Por enquanto, confira a reveladora entrevista de Jorge Carreta na íntegra:
O senhor se considera preparado, hoje, para assumir o cargo de prefeito de Vila Velha, se necessário for?
Perfeitamente. Me sinto totalmente preparado para assumir a Prefeitura de Vila Velha. Acompanho Max Filho já há mais de vinte anos. Max Filho foi um excelente professor. E eu fui um bom aluno. Eu tenho conhecimento da máquina pública. Disse ontem na nossa reunião de quarta-feira no Dispensário São Judas Tadeu (reunião que Max realiza todas as quartas com seu grupo político, na Prainha) para ele se tranquilizar e a população de Vila Velha também. Eu tenho certeza: tenho totais condições de assumir a Prefeitura de Vila Velha. Sou um vice prefeito… estou vice-prefeito, melhor dizendo… eu não sou figurativo. Eu tive um compromisso de campanha, com Max Filho, de que eu estaria ao lado dele, todos os dias da sua administração, arregaçando as mangas e trabalhando.
Qual o seu papel e quais são as suas atribuições exatamente na administração desde o primeiro dia de governo?
Eu inicio o meu dia, todos os dias, às 5 horas da manhã. Às 6 horas vou para a igreja. Faço parte do grupo de oração da Igreja Presbiteriana da Glória. Sou presidente do grupo de oração da minha igreja…
Todo santo dia?
Todos os dias, de segunda a sexta. Depois, atendo na minha residência. Moro no bairro Cristóvão Colombo. E atendo, todos os dias, desde janeiro do ano passado, das 7h às 8h na minha residência. Porque logo no início, quando tomei posse, as pessoas passaram a bater na minha porta. Então criei uma rotina. Todos os dias faço esse atendimento. A partir daí eu venho para a prefeitura. Eu tenho uma atividade aqui de atender comunidades, lideranças comunitárias. Por ter acompanhado Max Filho por tanto tempo, nas administrações anteriores, eu conheço todos os líderes comunitários de Vila Velha…
Que tipo de pleitos eles trazem ao senhor? É a rua que não está calçada? O poste que não está iluminando? Essas pequenas melhorias?
Melhorias, projetos, visita, calçamento, benfeitorias, isso aí. Atendimentos diversos às lideranças comunitárias. Participei ativamente do processo do Orçamento Participativo, ajudei também nessa coordenação. E estou no dia a dia com Max, nas agendas com Max, participo praticamente de 60% das agendas dele aqui no gabinete dele. Meu gabinete é ao lado do gabinete do prefeito. Não falto serviço.
O senhor participa muito ao lado dele. Mas é comum que tenha que substituí-lo?
Em algumas ações, sim. Várias vezes substituo ele em eventos. Na Câmara, muitas vezes. Em algumas reuniões de comunidade. Como hoje (8), por exemplo. Agora, às 17 horas, teremos a comemoração do Dia Internacional da Mulher. Ele está em Brasília, então vou estar representando o prefeito. Tem semanas que ele está viajando a Brasília, estou sempre representando ele.
Só para reforçar, então: política e administrativamente, o senhor considera-se pronto hoje e capaz de administrar uma cidade como Vila Velha?
Eu me considero, porque quero dar continuidade aos projetos do prefeito Max Filho. Conheço os seus projetos. E nós temos uma equipe capacitada. Temos uma excelente equipe de secretários, uma equipe muito bem entrosada. Neste ano de 2018, vamos deslanchar projetos para o município. Dois mil e dezessete foi um ano em que tivemos que ter o pé no freio, por conta dessa crise que o país está vivendo, mas, mesmo assim, com muita capacidade, conseguimos já em agosto do ano passado equilibrar as finanças de Vila Velha. Temos alguns projetos em andamento, junto ao Ministério das Cidades, de infraestrutura nos bairros. Temos um projeto já em fase adiantada, do Banco Fonplata, de captação de US$ 30 milhões para investimentos na área de saneamento básico e infraestrutura.
E é o senhor quem dará continuidade a esses projetos?
Com certeza! Vou dar continuidade à administração do prefeito Max Filho. Disse ontem na reunião do nosso grupo: convivo mais com o Max Filho do que a esposa dele. Ela está com ele no horário em que ele está dormindo. Eu estou com ele quando ele está acordado! (risos) E, com toda a modéstia: sou um cara muito simples, humilde, mas sou um homem trabalhador. Não abro mão da minha rotina de trabalho, todos os dias. Sou um cara que vou para os bairros, caminho, participo. Conheço o município de Vila Velha como a palma da minha mão. Faço um desafio a qualquer a qualquer outro prefeito do município, se tem o conhecimento que eu tenho da geografia deste município.
E assim será o senhor como prefeito? No mesmo estilo?
No mesmo estilo.
E o senhor acha que vai mesmo precisar assumir?
Olha, o futuro a Deus pertence. É uma decisão que não é fácil para o Max Filho. O calendário eleitoral não nos favorece.
Mas o que o senhor acha que Max fará?
Pelo que eu conheço Max Filho, de um a dez, oito ele quer manter a candidatura dele ao governo do Estado. E ele está buscando as condições.
Por que não dez? O que está faltando?
O que está faltando são as condições de aglutinação de forças políticas, de partido. Ele vem conversando. Nós temos uma contagem regressiva.
E, se ele for para o Podemos, o senhor acha que vocês chegam a um 9, um 9,5 de chances? A candidatura se viabiliza?
Só em ele mudar de partido, já aumenta muito isso, né? Já é um sinal, um bom sinal, de que está aumentando muito essa chance de ele realmente vir a ser candidato a governador.
Nesse caso, se ele trocar mesmo de partido, o senhor vai acompanhá-lo?
Com certeza absoluta.
Aonde quer que ele vá?
Aonde ele for, eu estarei com ele.
O senhor conhece como poucos o prefeito Max Filho. Até acabou de dizer que convive mais com Max do que a própria esposa dele. O que o senhor acha que ele quer fazer de verdade?
Eu acho que ele quer realmente ser candidato ao governo do Estado do Espírito Santo. E eu, como vice-prefeito, torço por isso. Não por motivo de assumir o lugar ele. Não tenho essa vaidade, essa ambição. Em 2016, eu era o presidente municipal do partido (PSDB) e seria o candidato a prefeito. Max não seria, tinha mandato de deputado federal.
O senhor está falando daqueles três, quatro dias que abalaram Vila Velha, no início de agosto de 2016, quando Max surpreendeu meio mundo se lançando candidato a prefeito de última hora para fazer frente a Rodney Miranda e a Neucimar Fraga. Foram três, quatro dias fundamentais não só para aquela eleição municipal mas para o que estamos vivendo agora. Naquele momento, isso já estava nos planos de Max? Ou seja, já havia entre o senhor e Max uma conversa no sentido de uma eventual substituição no comando da prefeitura agora, em 2018?
Não, em hipótese alguma. Digo isso a você com toda a sinceridade. Isso não estava no plano do Max não. Até porque, logo que assumimos a Prefeitura de Vila Velha no início do ano passado, conversamos até sobre a reeleição dele (em 2020). Quando você vai formar uma equipe, não só de secretários mas de todos os colaboradores, você forma ela técnica e politicamente. Então, nós formamos uma equipe também já pensando na reeleição dele à Prefeitura de Vila Velha.
Mas o senhor acha que, mesmo que ele não tenha compartilhado isso com o senhor, já estava na cabeça dele esse projeto? Até pelo fato de ele ter colocado o senhor, um aliado tão próximo e fiel, no posto estratégico de vice… Quer dizer, a escolha de Max também não passou por isso, como se o senhor fosse para ele uma espécie de "seguro" no caso de ele precisar renunciar agora?
Poderia ter sido. Culminou de dar tudo certo. Tudo que Deus faz é bom. Então, as coisas muitas vezes vão indo, vão fluindo e vão dando certo. Mas não tivemos essa conversa, em hipótese alguma.
Ok, lá atrás não teve. Mas então como é que está a conversa do prefeito com o senhor agora? O senhor disse que acha que ele quer mesmo ser candidato a governador e que o senhor está preparado para assumir a prefeitura em caso de necessidade…
O meu nome hoje ajuda muito a formação na cabeça dele de vir a ser candidato a governador. Aí eu te digo o seguinte: não sei se ele sairia se talvez fosse outro vice. Mas o meu nome na Vice-Prefeitura o leva a pensar: "Bom, eu saio da prefeitura, mas no meu lugar vai ficar Jorge Carreta…"
Mas ele já teve essa conversa com o senhor, pessoalmente e de maneira objetiva?
Já teve, de maneira objetiva, dizendo publicamente: "Se eu vier a ser candidato a governador, tenho certeza e confio que a prefeitura estará entregue em boas mãos. Nas boas mãos do meu vice-prefeito Jorge Carreta".
E entre vocês dois, ele já chegou para o senhor e disse: "Carreta, amigo, se prepara porque você vai precisar assumir meu lugar"?
Sim, Max já conversou isso comigo. Me disse: "Se prepara porque você pode assumir a Prefeitura de Vila Velha".
O senhor disse que ele é um ótimo professor e o senhor, um bom aluno. O senhor então se considera passando por uma espécie de treinamento, um período de transição e de preparação para isso?
Acho que sim. Ninguém nasceu sabendo tudo. Acho que a equipe é importante. O próprio Max Filho não toma as decisões de modo solitário, da cabeça dele. Ele procura ouvir a equipe dele. Se eu chegar a assumir a prefeitura, posso chegar a pensar uma coisa, mas posso ser convencido por um secretário a fazer de forma diferente. Se fosse assim não tinha necessidade de ter secretário de Saúde, de Educação, de Assistência Social…
Muito bem, então Max quer mesmo ser candidato a governador. E o senhor, quer ser prefeito?
Rapaz, eu quero ser prefeito da cidade, com certeza absoluta. Eu, quando chego em casa e boto a cabeça no travesseiro, fico pensando o que eu posso fazer pela minha cidade. Não entrei na política pelo poder. Não quero o poder pelo poder. Quero estar na política para poder atender ao meu próximo, atender o povo de Vila Velha. Tenhos as minhas ideias também, tenho as minhas convicções. E quero dar continuidade ao trabalho do prefeito Max Filho. Tenho certeza de que ele vai estar ao meu lado, me ajudando também, como eu estou ao lado dele como vice.
E, se o senhor chegar a ser prefeito, quem vai governar Vila Velha vai ser o Jorge Carreta ou o Max Filho?
Olha só, quero compartilhar com ele isso. Não vou querer ser prefeito de Vila Velha sem ouvir o Max não. Sou sincero em te dizer isso. Eu não falo isso por desconhecimento. Mas o quero como meu conselheiro. Não tenha dúvida disso. Max Filho foi prefeito de Vila Velha por dois mandatos e teve o mandato dele altamente aprovado. Então o quero como meu conselheiro. Ainda mais se ele for governador do Espírito Santo eleito! Você imagina: Max governador e eu prefeito de Vila Velha. Acho que quem vai ganhar é o povo de Vila Velha. Acho que Vila Velha precisa disso. Há muito tempo o município não elege o governador do Estado. Nós precisamos disso. Eu sendo prefeito de Vila Velha, logicamente vou fazer de tudo para que Max Filho ganhe a eleição, dentro do que é ético e direito.
Essa é precisamente a tese do ex-governador Max Mauro, maior conselheiro do filho dele, como é público e notório. Em entrevista recente a esta coluna, o argumento central de Max Mauro para justificar o lançamento da candidatura do filho ao governo é que isso seria bom para a população de Vila Velha. O senhor concorda com isso? Como acha que o povo canela-verde vai encarar essa decisão do prefeito de deixar o mandato?
Vamos abrir agora uma série de debates. Max Filho não vai tomar uma decisão isolada. Ele tem como característica o diálogo. Nós já estamos discutindo isso nas quartas-feiras, em nossas reuniões políticas. E agora vamos começar a nos reunir com segmentos nos bairros, nas comunidades. Vamos fazer de quinze a vinte reuniões por dia até o dia 7 de abril, a partir da semana que vem, para ouvirmos a população de Vila Velha, para que a população entenda que a eleição de Max Filho ao governo é para o bem de Vila Velha.
E o senhor acredita mesmo que a população canela-verde em geral, mas principalmente o eleitorado do prefeito, o cidadão que foi lá em 2016 e depositou o voto e a confiança em Max Filho, vai entender bem isso e aceitar esse argumento do prefeito? Ou tem motivo para se sentir enganado?
Eu acho que não vai se sentir enganado, porque o eleitor de Max Filho é o eleitor que acompanha a trajetória política dele. Max Filho é um político de mãos limpas. Max Filho é um político que já mostrou a capacidade administrativa dele. E as pessoas têm em Max Filho um homem centrado, um cara de bom senso. Então, não tenho dúvida disso. A população entende que o político não é dono do mandato dele. Ele muitas vezes tem que ser candidato até para atender a população. Max Filho não era candidato a prefeito em 2016. E foi, pelo chamamento da população de Vila Velha. E tenho certeza que Vila Velha vai fazer esse chamamento novamente para que ele assuma o governo do Estado. Max Mauro, por exemplo, foi um excelente governador para Vila Velha. Acho que, com ele, Vila Velha cresceu muito. Então, acho que a população vai entender isso. Agora, você tem que saber passar a informação correta para a população de Vila Velha. Mas o eleitor de Vila Velha conhece Max Filho. E tenho certeza que vai respeitar e saber que ele está fazendo a coisa certa, se vier a ser candidato.
E o senhor acha que pode lhe faltar alguma legitimidade para assumir a prefeitura e governar a cidade por dois terços do mandato, uma vez que a princípio não foi eleito para isso e não recebeu um só voto para ser prefeito?
Bom, quando a pessoa foi lá votar, apareceram na urna a foto de Max e a minha. O cara poderia não ter votado, mas votou. Então, votou no Max e votou em mim também. Agora, eu penso que a população tem que me dar um voto de crédito. Todo mundo que assume a prefeitura, todos os prefeitos do mundo, quando assumem, a própria população dá a ele uns seis meses, um ano de prazo, para ver como esse caboclo vai agir aí. Eu sou contra isso. Falei isso na campanha: acho que ninguém tem que ter "tempo de carência" não. Com isso não concordo. Mas acho que eu mereço, né, como todos já mereceram, mereço também que a população de Vila Velha tenha confiança na minha administração. O povo bota, o povo tira. Então quero ter a confiança do povo de Vila Velha. E dar continuidade a esse trabalho do Max.