
Eduardo Couto*
Automações, Big Data, mobile, customizações. O que muitos acreditavam estar ainda distante do chão de fábrica no Brasil tem encontrado um lugar de destaque em meio à produção industrial brasileira. A Indústria 4.0 já é uma tendência há alguns anos para as empresas de grande porte e agora começa a se tornar uma realidade para todo o setor industrial.
Afinal, quando falamos em aliar tecnologia e velocidade, muito além da busca pela produtividade, caminhamos para entregar o imediatismo e a customização exigidos pelo cliente. Ao mesmo tempo, em um segmento tão tradicional como a indústria, o movimento ainda parece ter um caminho longo a seguir – o que torna a Indústria 4.0 uma oportunidade de mercado.
O futuro é de um processo produtivo mais eficiente e inteligente à medida que for controlado por equipamentos que se comunicam entre si
Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a digitalização na indústria brasileira, 42% das companhias desconhecem a importância das tecnologias digitais para a competitividade e mais da metade não utilizam nenhuma tecnologia inovadora em sua produção. Os números confirmam as inúmeras possibilidades de crescimento em grande escala das empresas que saírem na frente em busca de modernização.
O futuro é de um processo produtivo mais eficiente e inteligente à medida que for controlado por equipamentos que se comunicam entre si. Para se adaptar a esse cenário, os profissionais tendem e precisam se adaptar e se capacitar para lidar com a nova maneira de trabalho. É necessário que as pessoas sejam situadas dentro desse modelo inovador de produção, onde a interação entre homens e máquinas acontecerá de maneira mais intensa e próxima.
E o que tudo isso significa? Que a produção em massa não atende como atendia anos atrás. Que cada vez mais os consumidores buscam por mais. Que hoje a percepção do dono e dos funcionários não basta mais. Que agora a busca pela qualidade, pela produtividade e pela redução de custos está ancorada nos números.
A tecnologia está à disposição do empreendedor e empresário para acelerar esse processo de mudança e assegurar a excelência. O que importa é o motivo que nos leva a crescer.
*O autor é economista