Exatamente agora, no momento em que a taxa Selic está no menor patamar histórico, 6,5% ao ano, um dos principais motores do crescimento, o crédito, começa a dar sinais de emperramento. O volume de empréstimos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 49,6% em dezembro de 2016 para 46,4% em fevereiro deste ano.
O fato é preocupante e atribuído à influência de incertezas políticas nas decisões de investimentos privados e no consumo das famílias. Que se acendam luzes de alerta. É necessário criar estímulos para o dinamismo. Espera-se que a campanha presidencial cumpra esse papel.
Há outros indicadores que mostram entraves na recuperação da economia. No setor de serviços, o volume avançou 0,1% (quase nada) em fevereiro comparado a janeiro, mas acumula queda de 1,8% neste ano e de 2,4% nos últimos 12 meses. A pesquisa do IBGE também mostra marasmo no Espírito Santo: alta mensal de apenas 0,6% nos serviços, em fevereiro, o que não evitou decréscimos de 0,2% em 2018 e de 0,8% em 12 meses. Não está havendo progressão.
Já o comércio varejista no Estado tem índices positivos de vendas neste ano, embora longe de repor as perdas com a recessão. No país, o resultado do último mês foi negativo (-0,2%).
Na economia capixaba, atividade industrial é a que sinaliza maiores dificuldades de expansão. A produção diminui desde o quarto trimestre de 2017 (-2,2%). Em dois meses de 2018, o recuo é forte (-7,8%), ante o mesmo período do ano anterior. Além disso, a guerra do aço de Trump, com sobretaxa ou cota para importar esse insumo, pode impactar a indústria local.
O comércio internacional está inseguro. Cheio de interrogações com o embate entre as maiores potências – EUA e China. O Espírito Santo, que tem cerca de 50% do PIB ligado a negócios com o exterior, vai precisar muito do mercado interno para crescer neste ano.