
Gutman Uchôa de Mendonça*
O brasileiro lê pouco. Temos 72% de analfabetos funcionais, como diz o IBGE, que não sabem interpretar e transmitir o que leem. Raros são os brasileiros que sabem avaliar a importância de um jornal, o esforço de abnegados que o fazem com objetivo de defender a opinião pública, o país e a sociedade como um todo.
No dia 11 de novembro, A GAZETA publicou uma reportagem, de Natália Devens, na editoria de Política, mostrando um dos motivos de o Brasil não ir para frente.
A reportagem versava sobre os mais de R$ 6,9 milhões pagos em jetons no Espírito Santo, ressaltando que os gastos realizados pelo governo do Estado e suas estatais a integrantes de órgãos públicos devem registrar um valor ainda maior em 2018.
Os conselhos mais bem remunerados do Estado hoje pagam R$ 7.479,65 por mês a seus integrantes. É o caso dos conselhos do Bandes e do Banestes. “Há outros que pagam por cada reunião realizada, e que por ter uma demanda maior, podem realizar até 12 encontros por mês, como o Conselho Estadual de Recursos Fiscais, ligado à Secretária da Fazenda, que paga jeton de R$ 687,25 por reunião. Graças a este benefício, um único servidor embolsou R$ 81.781,56 este ano”, diz a reportagem.
Na verdade, o Estado não pode ser dono de nada. Existem no país, emperrando o desenvolvimento nacional, dezenas de órgãos burocráticos. Não é apenas uma indecência, é uma tragédia. Apenas o governo federal tem 480 empresas estatais.
O Custo Brasil está trepado em várias obrigações fiscais. O país deve perto de R$ 4 trilhões e não temos recursos nem para tapar milhões de buracos que infestam nossas vias públicas. Pagamos muitos impostos, sustentamos a maior folha de servidores públicos do mundo, e nossa burocracia, nosso sistema de saúde e a corrupção são um escândalo.
*O autor é jornalista