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Mente, corpo e alma

Bedscaping: tendência de decoração ajuda a recarregar a mente e o corpo

Nova tendência é um convite para pensar além da função básica dos dormitórios e criar um espaço que estimule os sentidos
Portal Edicase

Publicado em 

21 mai 2025 às 14:09

Publicado em 21 de Maio de 2025 às 14:09

A tendência bedscaping propõe transformar o quarto em um verdadeiro santuário de autocuidado (Projeto: GT Building | Imagem: Samuel Berger)
A tendência bedscaping propõe transformar o quarto em um verdadeiro santuário de autocuidado Crédito: Projeto: GT Building | Imagem: Samuel Berger
Em meio à rotina intensa e às demandas constantes, cresce o desejo de encontrar refúgio em um ambiente que, além de funcional, seja um espaço para se desligar do mundo exterior e se reconectar consigo mesmo. Nessa busca por aconchego e propósito, uma abordagem tem ganhado força por não se resumir apenas a decoração convencional, mas também promover um verdadeiro respiro para os sentidos e para a alma: o bedscaping.
O conceito é um convite para pensar além da função básica dos dormitórios e criar um espaço que estimule os sentidos. “Não é apenas onde dormimos, mas o lugar em que recarregamos a mente, o corpo e o espírito. Por isso, o  bedscaping  se tornou tão essencial: ele nos lembra da importância de cuidar da estética e da funcionalidade do ambiente”, explica o arquiteto da GT Building, Fabio Lima. 

Do minimalismo ao maximalismo

Nos últimos anos, o minimalismo ganhou força, com a valorização de ambientes limpos, neutros e multifuncionais, voltados à praticidade e ao chamado “silêncio visual”. A proposta era resgatar o controle emocional e a organização em casa. Com a chegada do maximalismo contemporâneo, no entanto, observa-se um movimento complementar: o lar — especialmente o quarto — volta a ser espaço de expressão afetiva.
“Camadas de tecidos, almofadas com diferentes texturas, livros, objetos decorativos e cores mais intensas reaparecem com propósito. O  bedscaping  atua como uma ponte entre esses dois mundos: é possível ter um quarto acolhedor e visualmente rico, sem que ele se torne caótico ou cansativo”, complementa Fabio Lima. 

Aplicando o bedscaping no quarto

A seguir, Fabio Lima lista algumas dicas práticas para adotar o bedscaping no quarto, dentro da proposta do it yourself (faça você mesmo),  sempre com a premissa de que o equilíbrio é fundamental. “Compor com intenção, sem excessos gratuitos”, resume o arquiteto. Confira!

1. Sensações que os materiais provocam

Tecidos naturais, como linho e algodão, conferem leveza e frescor. Mantas, sobreposições e almofadas criam camadas visuais que convidam ao toque e ao descanso. A escolha da roupa de cama deve ser tão criteriosa quanto a de um sofá ou cortina — afinal, está em contato direto com o corpo. 

2. Iluminação como aliada

Luzes indiretas, como abajures com luz amarelada, arandelas ou fitas de LED atrás da cabeceira, criam uma atmosfera intimista. O ideal é contar com mais de uma fonte luminosa, com intensidades diferentes, adequadas a cada momento — da leitura ao relaxamento.
Tons suaves, terrosos e neutros remetem à natureza e acalmam o olhar (Projeto: GT Building | Imagem: Samuel Berger)
Tons suaves, terrosos e neutros remetem à natureza e acalmam o olhar Crédito: Projeto: GT Building | Imagem: Samuel Berger

3. Papel das cores

Tons suaves, terrosos e neutros, como areia, argila, verde oliva ou off-white, remetem à natureza e acalmam o olhar. “Se você é mais ousado, recomendo tons mais profundos dessa paleta. Vale lembrar que o bedscaping é sobre intenção e sensações”, reforça o arquiteto.

4. Função das texturas e aromas

Um quarto acolhedor deve estimular positivamente todos os sentidos. Tapetes felpudos, cortinas que filtram a luz com suavidade, difusores com aromas como lavanda ou cedro e até o som — ou ausência — compõem essa experiência sensorial. Cada detalhe ajuda a transformar o ambiente em um verdadeiro refúgio.

5. Elementos para evitar

Iluminação fria e direta, excesso de cores vibrantes, acúmulo de objetos sem função definida e eletrônicos em destaque, como TVs, cabos e carregadores expostos. Esses elementos geram distrações e aumentam a exposição à luz azul, prejudicando o descanso.
“Se eu pudesse dar uma dica de ouro, seria: respeite a própria essência. O quarto não deve seguir tendências de forma cega, mas refletir a personalidade, as memórias e o ritmo de quem vive naquele espaço. Uma peça de família, um quadro querido, um livro na mesinha são detalhes que transformam o ambiente em um ‘templo pessoal’. O bedscaping não é um estilo, mas uma abordagem que deve conversar com seu gosto e estilo de vida”, finaliza Fabio Lima.

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