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Comportamento

Sexo com hora marcada é bom? Entenda e se livre do tabu da espontaneidade

As duas formas - a espontânea e a agendada - são boas, mas sabemos que o tempo e as demandas diárias acabam modificando muito a forma como o desejo se inicia

Publicado em 16 de Março de 2023 às 18:55

Publicado em 

16 mar 2023 às 18:55
Sirleide Stinguel

Colunista

Sirleide Stinguel

Sexo com data marcada
Sexo com data marcada Crédito: Shutterstock
Marcar hora para o sexo acontecer pode soar estranho para algumas pessoas, principalmente aquelas que romantizam o ato e acreditam que a chave do sucesso para um relacionamento é a espontaneidade do desejo. Mas acredite: é uma técnica muito eficaz para manter a conexão e o desejo entre um casal. Para se conectar melhor a este cenário, primeiro vamos entender o processo do desejo.
No começo do relacionamento, com a novidade, com a paixão eloquente, o desejo acontece de forma espontânea, fazendo a excitação corpórea acontecer de forma mais rápida. Com o passar do tempo, mesmo existindo paixão, outras variantes vão aparecendo e tomando um espaço maior na vida do casal, como a vida financeira, família, filhos...
São muitas demandas diárias que acabam fazendo o desejo deixar de ser espontâneo e passar a ser responsivo, onde precisamos estimulá-lo para o corpo excitar e toda a magia acontecer. Dependendo da carga emocional, de crenças limitantes e tabus que uma pessoa carrega, nem no começo acontece o desejo espontâneo e desde já precisa ser responsivo. E está tudo bem, pois o resultado será tão bom quanto.
Em questões de intensidade, o sexo nos dois casos pode variar muito, pois contaremos com a expectativa e a realidade. Mas onde o sexo programado entra? Ele acontece mais em processos de desejo responsivo. Antes que você ache o evento mecânico, deixa eu explicar como isso acontece e como a dinâmica pode ser muito eficaz.
Quando você é solteiro e sai para uma balada ou encontro, muitas vezes já sai pensando no que pode acontecer no fim da noite. Ou seja, já existe uma preparação.
Quando o casal decide qual é o melhor momento para o namoro, com tranquilidade e qualidade de momento, ele começa a ter expectativa ao ato e pensar mais em sexo. Automaticamente, a preliminar vai acontecendo no psicológico. 
A dinâmica só não é boa quando o casal fica na mesmice e sem criatividade, indo para o momento sem empenho, não se programando ou preparando. E é importante ficar atento a isso, pois pode gerar até um afastamento de uma ou ambas as partes.
É importante também tratar as disfunções sexuais e ou emocionais antes dessa didática. Uma falta de libido, por exemplo, precisa ser trabalhada em sua raiz primeiro. Criar a hora do sexo é dar prioridade para o casal e não necessariamente precisa ser “penetração”, pode ser um banho juntos, uma massagem sensual, uma conversa bem apimentada e etc.
Na terapia sexual, temos um programa de atividades, com caixinha surpresa, o momento de cada um programar o momento, confecção de planejamentos e estratégias para as fantasias e lista de exercícios. Tudo para a “hora do sexo” ser uma fonte de desejo e conexão do casal.

Sirleide Stinguel

Sirleide Stinguel é especialista em sexualidade humana, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Graduanda em Psicologia.

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