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Cotidiano

Inveja: cuidado com esse sentimento ruim

Toda a inveja vem do olhar. Invejamos o que está próximo da gente. Ela também é um tipo de cegueira, pois é a dor pelo sucesso alheio

Publicado em 19 de Novembro de 2022 às 07:00

Publicado em 

19 nov 2022 às 07:00
Luciana Almeida

Colunista

Luciana Almeida

Inveja
Toda a inveja vem do olhar. Invejamos o que está próximo da gente. Crédito: Shutterstock
Se tem um sentimento humano que eu tenho horror é a inveja. A inveja está na raiz de quase toda violência. Ela cega as pessoas. É um sentimento de defesa contra o medo e contra a fraqueza. É uma resposta fácil sobre meu fracasso iluminado pela luz alheia.
Toda a inveja vem do olhar. Invejamos o que está próximo da gente. Ela também é um tipo de cegueira, pois é a dor pelo sucesso alheio. Para Leandro Karnal, doutor em História Social pela USP e autor de diversos livros, conviver com pessoas que possuem mais bens, são mais bonitas, mais inteligentes ou com mais carisma do que nós constitui a prática dura da sociabilidade.
A maioria das pessoas se considera invejada, mas não invejosa porque o pecado é quase inconfessável. “A inveja é dolorosa porque é uma homenagem indireta a quem eu invejo”, explica.
Na tradição dos pecados capitais, as pessoas se orgulham deles. Elas se orgulham de comer demais, da luxúria, do sexo, da ira e até mesmo da avareza, dizendo que são “contidas”. Mas a inveja é um sinal de impotência, de desejar algo do outro.
O resultado é um pecado envergonhado porque as pessoas têm de reconhecer que o outro é mais do que elas. Por isso é o único pecado do qual ninguém se orgulha. Ninguém sai por aí dizendo “eu sou invejoso”.
Muita gente confunde inveja com cobiça, mas são sentimentos diferentes. A cobiça é por algo material e ela nem precisa ser pecado porque ela pode ser positiva. Eu cobiço o seu carro e compro um igual. Mas ela também pode ser negativa, como o caso do ladrão que cobiça seu carro e o rouba.
A inveja, não. Ela é sempre negativa, destruidora. Como define São Tomás de Aquino, a inveja é a tristeza pela felicidade dos outros, a exultação pela sua adversidade e a aflição pela sua prosperidade. É uma vontade de que o outro não seja feliz.
Peço a todos que trabalhem esse sentimento dentro de si, pois ele pode chegar a qualquer momento, muitas vezes, para que a gente possa exercitar a prática do bem e nos educarmos para eliminar de vez a inveja de nossas vidas.
Até a próxima!

Luciana Almeida

É jornalista e tem um olhar atento sobre comportamento, arte, relacionamentos e lifestyle. Compartilha as suas ideias sempre com a intenção de criar ambientes favoráveis ao desenvolvimento das pessoas

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