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Entenda os riscos do tártaro para a saúde de cães e gatos

Manter uma rotina de cuidados contribui diretamente para a qualidade de vida e o bem-estar dos pets
Portal Edicase

Publicado em 15 de Abril de 2026 às 19:53

O tártaro pode ser perigoso para a saúde dos pets (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)
O tártaro pode ser perigoso para a saúde dos pets Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock
O cuidado com a saúde bucal de cães e gatos é fundamental para preservar não apenas a integridade dos dentes, mas também o equilíbrio da saúde geral dos animais. A higiene oral adequada ajuda a prevenir o acúmulo de placa bacteriana e tártaro, reduzindo o risco de doenças como gengivite e periodontite, que podem causar dor, infecções e até a perda dentária.
Segundo Pedro Risolia, médico-veterinário da Petlove, a falta de escovação propicia o acúmulo de bactérias e restos de comida, formando o cálculo dentário, popularmente conhecido como tártaro. “Sabemos que cães que não recebem higienização dentária adequada ao longo da vida sofrem com o acúmulo de resíduos nos dentes , propiciando e desenvolvendo as chamadas placas ou cálculos bacterianos”, explica.

Perigos do tártaro para a saúde dos animais

O médico-veterinário destaca que a placa bacteriana pode evoluir para quadros de gengivite e, em casos extremos, provocar a conhecida doença periodontal, trazendo uma série de problemas e a destruição gradativa das estruturas dos dentes.
“Sem os cuidados necessários, o cachorro enfrentará grandes dificuldades para se alimentar. Além disso, devido à exposição do alvéolo e periodonto, a infecção pode adentrar na corrente sanguínea e comprometer todo o organismo, como rins (glomerulonefrite), fígado (hepatite), articulações (poliartrite), pulmões (pneumonia) e principalmente o coração (endocardite bacteriana)”, alerta Pedro Risolia.

Sinais de alerta

O tártaro em cachorros e gatos costuma apresentar sinais que começam de forma discreta e evoluem com o tempo. Entre os sintomas mais comuns, estão o mau hálito persistente (halitose), acúmulo visível de placa amarelada ou marrom nos dentes, gengivas avermelhadas ou inflamadas (gengivite) e sangramentos durante a alimentação ou ao mastigar objetos.
Além disso, o animal pode demonstrar dificuldade para comer, preferência por alimentos mais macios, salivação excessiva e até dor ao tocar a região da boca. Em estágios mais avançados, pode ocorrer retração da gengiva, mobilidade dentária e perda de dentes, comprometendo não apenas a saúde bucal, mas também o bem-estar geral do pet .
Brinquedos dentais, mordedores, petiscos específicos e soluções orais são aliados da escovação e promovem enriquecimento ambiental (Imagem: Master1305 | Shutterstock)
Brinquedos dentais, mordedores, petiscos específicos e soluções orais são aliados da escovação e promovem enriquecimento ambiental Crédito: Imagem: Master1305 | Shutterstock

Prevenção do tártaro nos pets

Além do acompanhamento médico, a prevenção do tártaro passa por hábitos simples no dia a dia. O ideal é que a escovação dos dentes seja feita diariamente nos cães e, no mínimo, a cada três dias nos gatos. Para isso, deve-se utilizar apenas pastas e escovas específicas para pets , já que o flúor presente em produtos para humanos é tóxico para os animais.
O uso de brinquedos dentais, mordedores, petiscos específicos e soluções orais são estratégias diárias recomendadas para minimizar o acúmulo das bactérias, agindo como aliados da escovação, além de promoverem o enriquecimento ambiental.

Limpeza para remoção do tártaro

O veterinário explica que a cultura preventiva é facilitada pelas avaliações odontológicas periódicas. Contudo, quando o tártaro já está presente, o tratamento exige a profilaxia dentária (limpeza do tártaro) feita em clínica com auxílio de extratores e ultrassom odontológico, sob sedação e anestesia inalatória. “É um procedimento considerado bastante comum e seguro […]”, diz Pedro Risolia.
De acordo com o PetCenso Saúde, levantamento com mais de 1 milhão de pets , considerando dados do ecossistema, como o plano de saúde, a limpeza de tártaro está entre os quatro principais procedimentos realizados em cães e gatos.
Por Gustavo Mattos

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