Falta alguns dias para o início do inverno, mas o frio já começou a dar as caras, e nesta época do ano os cães e gatos ficam mais vulneráveis a alterações na pele e nos pelos. Por isso, os tutores devem ficar atentos para evitar maiores complicações.
A médica-veterinária, mestre em Ciência Animal, Polyana Paixão, explica que no inverno o corpo de cães e gatos precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal estável.
“Esse aumento na demanda energética pode resultar em alterações no metabolismo basal, especialmente em animais de pelagem curta, idosos, filhotes ou com doenças crônicas.”
Enquanto o verão favorece a proliferação de ácaros, fungos e bactérias por conta da umidade e calor, o inverno traz o problema oposto: o ressecamento da pele e das mucosas.
“Isso acontece porque o ar frio e seco (ou aquecido artificialmente) favorece a perda de água pela pele. Com isso, a barreira cutânea fica mais frágil, comprometendo a defesa natural da pele e facilitando a penetração de micro-organismos, além de desencadear coceiras, alergias e descamação.”
O ressecamento pode causar coceira constante, descamação visível (caspa), pele sensível ou avermelhada, infecções secundárias (fúngicas ou bacterianas) e desconforto geral que podem afetar o apetite, o humor e a qualidade do sono de cães e gatos. “Nos felinos, essa condição também pode levar a uma ingestão maior de pelos, por lambedura excessiva, aumentando o risco de tricobezoares (bolas de pelo)”.
É muito importante ficar atento aos sinais clínicos que cães e gatos podem apresentar no frio e que indicam algum problema, como coceira ou lambedura excessiva, lesões de pele ou crostas, secreção nasal ou ocular, espirros ou tosse, apatia ou mudança de comportamento e falta de apetite ou alteração no sono. “Nesses casos, a indicação é procurar um médico-veterinário”.