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Conheça as plantas consideradas tóxicas para cães e gatos

É importante saber identificar os sinais da intoxicação e quando procurar atendimento veterinário
Portal Edicase

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 15:53

Atenção redobrada na escolha das plantas pode proteger a saúde dos pets em casa (Imagem: alina_stor | Shutterstock)
Atenção redobrada na escolha das plantas pode proteger a saúde dos pets em casa Crédito: Imagem: alina_stor | Shutterstock
Quem tem plantas em casa nem sempre sabe, mas algumas espécies comuns na decoração podem representar riscos à saúde de cães e gatos. Por isso, a escolha e o cuidado exigem atenção redobrada dos tutores, já que muitas passam despercebidas no dia a dia e podem causar intoxicações e outros problemas de saúde aos pets .
A ingestão de uma planta tóxica pode causar náuseas, vômito, diarreia e salivação excessiva. A professora Mariana Teixeira, do curso de Medicina Veterinária na UniRitter, explica que esses são sintomas gastrointestinais comuns em quadros de intoxicação e que a salivação é resultado de feridas que podem ocorrer na boca. Além desses, em alguns casos, as plantas podem causar lesões em órgãos internos após algum tempo de exposição. Irritações na pele e desânimo súbito também são sinais de alerta para os tutores.

Espécies que exigem mais atenção

O lírio é uma dessas plantas perigosas para a saúde animal . Para os gatos, a flor é extremamente tóxica e pode causar lesões renais. Até mesmo o contato não intencional com o pólen pode ser prejudicial aos felinos, pois, após caminhar em um local contaminado ou brincar com a planta, o animal pode lamber a região com pólen para se higienizar, ingerindo resíduos.
Para os cães, a palmeira cica, também conhecida como palmeira-sagu e comumente utilizada no Domingo de Ramos, apresenta riscos ao ter qualquer parte ingerida pelo pet , com casos ainda mais graves envolvendo as sementes (ou “nozes”) da planta.
As ornamentais comuns, como samambaias, espada-de-são-jorge, copo-de-leite, comigo-ninguém-pode, jiboia, bico-de-papagaio, azaleia e costela-de-adão, também estão na lista de espécies que fazem mal para a saúde de cães e gatos. Para os felinos, em especial, antúrio, dracena, tulipa, hortênsia, dama-da-noite, violeta, amarílis e mamona oferecem risco. Para os cachorros, filodendro, folha-da-fortuna, cheflera e prímula são tóxicas.
“Às vezes, o tutor nem sabe que a planta é tóxica; por isso, nas primeiras consultas de rotina, alertamos sobre esse tema e os riscos que os pets correm com algumas espécies”, aponta Mariana Teixeira. Além do tipo da flora, outro cuidado importante é com adubos e fertilizantes utilizados em casa que, por se tratar de produtos químicos, podem fazer mal aos animais.
Após a ingestão da planta, o animal deve ser levado com urgência ao veterinário (Imagem: Standret | Shutterstock)
Após a ingestão da planta, o animal deve ser levado com urgência ao veterinário Crédito: Imagem: Standret | Shutterstock

O que fazer em caso de intoxicação?

A especialista alerta para que, em caso de suspeita de que o pet tenha ingerido algo indevido, não se deve tentar induzir o vômito, nem esperar que ele melhore sozinho. “Intervenções não profissionais e negligência podem ter repercussões muito graves, chegando a relatos de falências hepáticas e problemas renais gravíssimos, então quanto antes o veterinário conseguir investigar e intervir, melhor é a chance de recuperação do animal”, explica Mariana Teixeira.
Quando não houver a identificação da espécie, é recomendado que o tutor leve a planta ou uma foto dela para a consulta para auxiliar no diagnóstico.

Como manter plantas e pets no mesmo ambiente

Pode parecer que a solução é escolher entre manter os pets seguros ou ter plantas em casa, mas esta não é a realidade. “A pessoa não tem que doar todas as suas plantas, mas se há a identificação de uma espécie potencialmente tóxica, o ideal é que ela seja tirada do alcance do animal”, orienta a docente.
Outra alternativa é ter ou oferecer aos animais espécies que não fazem mal como forma de enriquecimento do ambiente. A grama para gatos, por exemplo, é uma planta que não representa riscos à saúde dos pets . Também há opções mais seguras, como ervas de temperos e chás, assim como plantas do tipo clorofito, orquídea, maranta e a palmeira areca, uma espécie de bambu.
Mariana Teixeira alerta que, mesmo sem toxicidade, as espécies mais seguras não devem ser consumidas livremente pelos animais. “Ser pet friendly não significa que a planta pode ser ingerida sempre e à vontade. Mesmo quando são oferecidas opções que animais podem comer, como a grama para gato ou chás, é preciso ter cuidado para o cão ou gato não exagerar no consumo ou desenvolver alguma sensibilidade”, ressalta.
Por Carol Passos

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