Publicado em 25 de março de 2026 às 18:54
Situações de engasgo em cães e gatos podem acontecer de forma repentina, seja ao ingerir alimentos, brinquedos, pequenos objetos ou até mesmo durante a administração de medicamentos. O momento costuma gerar desespero, mas agir com calma e rapidez pode fazer a diferença até a chegada ao atendimento veterinário. >
De acordo com a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Nayma Picanço, o primeiro passo é observar os sinais clínicos. “Tosse intensa, dificuldade para respirar, salivação excessiva, engasgos repetidos, língua arroxeada e tentativa constante de vomitar indicam possível obstrução das vias aéreas”, explica. >
A seguir, a médica-veterinária explica como agir em casos de engasgo de cães e gatos. Veja! >
O nervosismo pode deixar o animal mais agitado. Segure-o com firmeza e segurança, evitando movimentos bruscos. >
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Se for possível visualizar o objeto ou comprimido e ele estiver acessível, tente removê-lo com cuidado. Não introduza os dedos profundamente, pois isso pode empurrar o item ainda mais. >
Comprimidos administrados “goela abaixo” podem ficar presos na garganta, especialmente se o pet estiver inquieto. Caso o animal apresente tosse persistente ou dificuldade para engolir após a medicação , pode-se oferecer pequena quantidade de água, desde que ele consiga deglutir. >
A orientação é manter a cabeça do animal em posição neutra ou levemente elevada e administrar a água lentamente com o auxílio de uma seringa, evitando inclinar a cabeça para trás, o que pode aumentar o risco de aspiração. >
Se o pet estiver respirando com dificuldade, mas ainda consciente, leve-o imediatamente ao atendimento veterinário. >
Se o animal não estiver respirando ou perder a consciência, pode ser necessário realizar manobras de desobstrução adaptadas para pets . No entanto, o procedimento deve ser feito com orientação adequada, pois a execução incorreta pode causar lesões. >
Mesmo que o objeto ou medicamento seja eliminado, é importante que o veterinário avalie possíveis inflamações ou lesões internas. >
Segundo a docente, a prevenção é essencial. “Evitar ossos cozidos, supervisionar brinquedos pequenos e administrar medicamentos com orientação profissional, utilizando técnicas corretas ou versões líquidas quando indicadas, reduz significativamente o risco de acidentes”, orienta Nayma Picanço. >
Por Letícia Zuim Gonzalez >
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