• Nádia Alcalde

    Apaixonada por vinhos, Nádia Alcalde é jornalista, sommelière e consultora. Escreve sobre o universo da bebida, antenada com lançamentos, tendências e notícias..

Entenda por que o uso de madeira em vinhos está mudando

Publicado em 29/04/2024 às 17h33
Taça de vinho tinto com fundo de madeira

Envelhecimento em madeira confere ao vinho complexidade de aromas e sabores. Crédito: Shutterstock

Ao comprar um vinho, é comum que a gente tente descobrir se determinado rótulo é ou não barricado, ou seja, se passa ou não pelo processo de envelhecimento em madeira - o que, de forma geral, confere ao vinho mais complexidade de aromas e sabores.

As nomenclaturas Reserva e Gran Reserva, que muitas vezes vêm indicadas na garrafa, podem sinalizar se a bebida envelheceu ou amadureceu em barris de carvalho.

Cada país produtor tem uma legislação específica quanto a isso, porém, há um aumento recente na busca por vinhos mais leves e frescos. Isso me faz pensar que vinhos com alto teor alcoólico e passagem por madeira estão mesmo fora de moda.

Listei abaixo cinco argumentos que comprovam essa nova tendência no mundo vinícola. Confira!

  1. 1

    NOMENCLATURA CHILENA

    Algumas vinícolas chilenas estão retirando das garrafas, em novos rótulos, os termos Reserva e Reservado (termo específico do Chile). 

  2. 2

    TANQUES DE CONCRETO

    O Guia Descorchados de 2024, maior referência em vinhos da América do Sul, incluiu pela primeira vez dois rótulos com 100 pontos (a pontuação máxima), feito inédito em 26 anos de publicação. 

  3. 3

    BARRICAS EM BAIXA

    Em 2023, a Federação Espanhola de Vinho declarou ter um excesso de vinhos tintos de Rioja em estoque nas vinícolas. 

  4. 4

    BRANCOS EM ALTA

    O vinho branco está em destaque, e a produção desse tipo de vinho cresce mundialmente, chegando a 49% nos últimos anos. 

  5. 5

    MADEIRAS ALTERNATIVAS

    Uma alternativa dos enólogos para suavizar taninos e outras características que alguns vinhos e uvas entregam mais do que outras é apostar em madeiras alternativas, substituindo o tradicional carvalho francês ou americano, que confere aromas e sabores muito típicos, por outras madeiras, como acácia, jequitibá-rosa e ipê. 

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Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de HZ.

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