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Bem-estar

Estados da mente no Yoga: use seu corpo para ir da distração à clareza

Conheça os 5 estados da mente no Yoga e saiba como a prática corporal e respiratória pode te ajudar a alcançar mais foco
Personare

Publicado em 06 de Abril de 2025 às 11:00

Estados da mente no Yoga: use seu corpo para ir da distração à clareza
Estados da mente no Yoga: use seu corpo para ir da distração à clareza Crédito: Personare
Em meio à rotina acelerada, é comum que a mente fique inquieta, oscilante ou até mesmo apática. O que muitos não sabem é que, além da prática física, o Yoga atua nos estados da mente, ajudando a trazer foco e equilíbrio.
A boa notícia é que, com a prática adequada, é possível evoluir desses estados mais caóticos para um nível mais profundo de concentração e paz interior. E o corpo pode ser um grande aliado nessa jornada.
A seguir, você vai conhecer os 5 estados da mente no Yoga, entender como identificar cada um deles e descobrir como a prática corporal e respiratória pode te ajudar a sair da dispersão e alcançar mais clareza mental.

Os Estados da Mente no Yoga

A filosofia do yoga classifica a mente em cinco estados distintos, que refletem diferentes graus de agitação e clareza. Assim, reconhecer em qual estado estamos é o primeiro passo para alcançar maior equilíbrio e foco.
1. Kshipta, a mente dispersa
Neste estado, a mente está constantemente inquieta e distraída, pulando de um pensamento para outro, sem foco. Esse é o estado comum da mente dominada por desejos e preocupações mundanas.
Exemplos:
quando verificamos notificações no celular a cada poucos minutos 
nos sentimos ansiosos por conta de tarefas inacabadas
2. Mudha, a mente entorpecida
Aqui, a mente está letárgica, sem motivação ou clareza. É um estado onde a mente se mantém adormecida. 
Por exemplo:
quando alguém assiste horas de televisão sem absorver o conteúdo 
procrastina tarefas importantes sem motivo aparente
3. Vikshipta, a mente oscilante
Aqui, a mente oscila entre momentos de clareza e distração, sem estabilidade. 
Por exemplo:
quando tentamos meditar ou estudar, mas pensamentos aleatórios continuam interrompendo nossa concentração
4. Ekagra, a mente focada
Aqui, a mente se torna estável e capaz de se concentrar em um único objetivo.
Por exemplo:
quando estamos completamente imersos em uma leitura envolvente 
participamos de uma atividade criativa, sem distrações externas
5. Niruddha, a mente controlada
Esse é o estado mais elevado, onde a mente está completamente pacificada, permitindo o acesso ao verdadeiro Ser. 
Por exemplo:
em momentos de profundo silêncio e meditação, quando o fluxo de pensamentos cessa e resta apenas a presença absoluta.

A Jornada do Yoga para o Controle da Mente

O verdadeiro propósito do Yoga transcende o bem-estar corporal, conduzindo o praticante à saída do Samsara, o ciclo incessante de nascimento, morte e renascimento. 
Assim, através da purificação da mente e do autoconhecimento, o yogue (praticamente de Yoga) busca a realização do Ser, a experiência direta do estado de iluminação.
Para isso, a jornada do Yoga consiste em transcender os estados inferiores da mente e estabilizar-se no estado de Niruddha, onde a ilusão da separação se dissolve e a consciência se expande para sua verdadeira natureza.
Mas a libertação do Samsara exige dedicação e disciplina. O yogue percorre um caminho estruturado em oito partes, conhecido como Ashtanga Yoga, conforme descrito por Patanjali nos Yoga Sutras.

Caminho Ashtanga Yoga

Yamas (princípios éticos) – Cultivar verdade, não violência, desapego e autocontrole. No cotidiano, isso se manifesta, por exemplo, quando escolhemos falar com sinceridade, evitamos prejudicar os outros, praticamos a generosidade e controlamos impulsos destrutivos como a raiva ou o egoísmo.
Niyamas (disciplina pessoal) – Desenvolver contentamento, pureza e autoestudo para fortalecer o espírito. Por exemplo, manter um diário de gratidão, cuidar da alimentação com consciência e buscar crescimento pessoal através da leitura e da reflexão.
Asanas (posturas) – Utilizar o corpo como ferramenta para estabilizar a mente. Aqui, são as práticas de Yoga mais conhecidas.
Pranayama (controle da respiração) – Harmonizar a energia vital por meio da respiração. Quando estamos muito agitados o ideal é dar foco, prolongar a expitração, Quando letárgicos, prolongue a sua inspiração e deixe bem curtinha a sua expiração.
Pratyahara (retração dos sentidos) – Reduzir distrações externas para voltar-se ao interior. No dia a dia, isso pode ser praticado ao reduzir o consumo excessivo de redes sociais, evitar ambientes caóticos e criar momentos de introspecção longe do barulho externo.
Dharana (concentração) – Focar a mente em um único ponto de atenção, preparando-se para a meditação. Isso se aplica quando focamos totalmente em uma única tarefa sem interrupções, como por exemplo escrever, tocar um instrumento ou simplesmente ouvir alguém com plena atenção.
Dhyana (meditação) – Aprofundar-se na contemplação contínua, levando ao autoconhecimento. Na vida prática, isso se reflete em momentos de profunda observação e reflexão, como por exemplo caminhar na natureza em silêncio ou praticar mindfulness durante as atividades diárias.
Samadhi (iluminação) – O estado final de consciência expandida, em que yogue transcende o ego e experimenta a união com o Absoluto.

Como levar o Yoga para o dia a dia?

Ao percorrer essa jornada, o yogue compreende que sua verdadeira natureza não é limitada pelo corpo ou pela mente. Ele desperta para a Consciência Suprema, dissolvendo a ilusão do “eu” e do “outro”.
A dualidade se desfaz, e a realidade última se revela como pura presença, além do tempo e do espaço.
No cotidiano, a dualidade se manifesta quando nos sentimos separados dos outros, vendo o mundo em termos de “certo e errado”, “bom e ruim”, “eu e o outro”. 
Isso pode ser observado em conflitos interpessoais, quando reagimos com raiva a uma crítica ou nos sentimos superiores, ou inferiores a alguém. 
A prática do yoga ensina que, na essência, todos somos um. Um exemplo disso ocorre quando ajudamos alguém sem esperar nada em troca e sentimos uma conexão genuína, ou quando experimentamos momentos de profunda compaixão e compreensão, percebendo que as diferenças são ilusórias.
A plenitude pode ser alcançada no dia a dia por meio de pequenos gestos de consciência e presença. Por exemplo, são formas de experimentar essa unidade:
Sentir gratidão ao tomar um simples copo d’água
Respirar profundamente ao enfrentar um momento de estresse 
Apreciar a beleza do céu sem pressa 
Quando vivemos no presente, sem apegos ao passado ou ansiedades sobre o futuro, entramos em harmonia com o fluxo natural da vida, reconhecendo que a paz e a liberdade já estão disponíveis aqui e agora.
O yoga, portanto, não é apenas um caminho de equilíbrio e bem-estar, mas um convite para a libertação definitiva. Sair do Samsara é despertar para a plenitude do Ser, onde a verdadeira paz e liberdade são alcançadas.

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