Todo mundo já foi criança e sabe que não há nada mais natural do que a curiosidade infantil. Os pequenos mexem em tudo e querem saber como funciona cada coisa. Entretanto, existem diversos itens que podem causar danos à sua integridade física em condomínios.
Embora todo condomínio tenha um regimento próprio, que, entre outros assuntos, regulamenta sobre o uso das áreas comuns, as condutas das crianças menores de 12 anos são responsabilidade total dos seus responsáveis, e não dos funcionários da administradora condominial. Isso é o que defende o presidente do Sindicato Patronal de Condomínios e Empresas de Administração de Condomínios do Espírito Santo (Sipces), Gedaias Freire.
“Especialmente no período de férias escolares, o condomínio deve reforçar os cuidados com a manutenção dos equipamentos de uso comum para que eles não apresentem pontas soltas ou estejam com ferrugem, por exemplo”, aponta o presidente do sindicato.
Na avaliação dele, o risco de acidentes envolvendo crianças não é uma consequência direta da ausência de regras ou da divulgação delas. “É responsabilidade dos tutores educar as crianças devidamente”, analisa.
Para o fundador da administradora de condomínios Cecad, Claudionor Brandão, a convenção e o regimento interno devem estabelecer as melhores condições de convivência.
“No caso específico das crianças, as normas devem ser amplamente discutidas, votadas e aprovadas em assembleia, além de prever o limite de idade e as condições de uso daquelas áreas de lazer com maior probabilidade de risco de acidente”.
No caso da Cecad, ele afirma que a empresa promove ampla divulgação da regulamentação com campanhas educativas e informativas, especialmente nos períodos de férias, reforçando os cuidados especiais para evitar acidentes.
“A principal atribuição do condomínio é manter as áreas de lazer sempre bem cuidadas, com as manutenções preventivas e corretivas rigorosamente em dia”, reforça.
Cuidados redobrados
A porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo (CBMES), capitão Andresa Silva, afirma que não é papel do órgão fiscalizar as condutas das pessoas dentro do condomínio. No entanto, são nas normas técnicas que tratam de incêndio e pânico que regem a profissão que é possível encontrar as recomendações corretas para o funcionamento desses lugares.
Preocupados com o aumento de ocorrências de acidentes envolvendo crianças em condomínios nas épocas de férias, o Corpo de Bombeiros está à disposição para dar orientações à sociedade de como prevenir alguma tragédia.