HIV indetectável e a esperança pela cura
Quando o HIV se mantém indetectável, significa que também deixa de ser transmissível e tampouco pode adoecer o organismo. Quanto menor for a carga viral inicial no momento do diagnóstico, mais rápido se chega ao nível indetectável. Segundo o Painel do HIV no Brasil, com dados atualizados em janeiro pelo Ministério da Saúde, 86% dos brasileiros em terapia contra o vírus estão no estágio indetectável.
Para o infectologista do Einstein, esse resultado — o melhor da história — é consequência do trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) em diversificar as terapias ofertadas para a população. “O que este estudo está indicando é uma simplificação e uma diversificação dos esquemas terapêuticos que já temos no Brasil. A gente vive uma revolução em relação ao HIV usando menos drogas, menos medicações e criando alternativas para driblar a resistência viral, então esse avanço é mais um tijolinho das descobertas importantes do combate à doença nas últimas décadas”, observa Moacyr Silva.
Apesar de avanços recentes, incluindo a aprovação da vacina que previne infecções do HIV durante seis meses em janeiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não dá para falar em cura do HIV. “Vivemos uma estabilidade e um controle da doença, com ótima qualidade de vida para a população e tratamentos que vão ficando tão simples. Isso não é a cura, mas é algo a ser muito comemorado”, conclui o médico.
Fonte: Agência Einstein