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João Baptista Herkenhoff

História de luta por uma universidade pública de qualidade

Criada em 1978, a Adufes luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade, pela autonomia universitária e pela democratização do acesso

Publicado em 01 de Maio de 2018 às 22:32

Públicado em 

01 mai 2018 às 22:32

Colunista

Campus da Ufes: universidade federal tem quase 50% dos seus estudantes vindos de cotas sociais Crédito: Ricardo Medeiros/Arquivo
A Associação de Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes) completará, no dia 31 de maio próximo, 40 anos de existência.
Criada no dia 31 de maio de 1978, a entidade surgiu em plena ditadura militar, pois a constitucionalização do país só ocorreu dez anos depois, com a Carta Magna de 1988. Era uma época de perseguição ideológica, de incentivo às denúncias anônimas desferidas pelos chamados dedo duro.
Trata-se de um período que, psicologicamente, dá vontade de esquecer, mas que não pode ser olvidado para que não se replique, em nosso país, o regime ditatorial.
Qual seria o professor que estaria mais guardado, ou menos vulnerável, para exercer a presidência da entidade na primeira diretoria provisória – era a indagação que todos faziam. Não seria um professor, que fosse também magistrado – foi o que os líderes logo imaginaram.
Não é que magistrado fosse muito respeitado, pois até ministros do Supremo Tribunal Federal foram compulsoriamente aposentados, naquela triste fase da vida brasileira.
Mas juiz de um Estado não muito grande, diferente do que seria o caso de um juiz de São Paulo, talvez pudesse ficar quieto, ou menos assustado, no seu canto, desde que não apoiasse a guerrilha.
Muito bem... Concluiu o grupo que estava à frente da empreitada. Temos aqui na Ufes um juiz que decididamente não apoia a guerrilha e que só disparou, acidentalmente, um tiro de revólver na sua vida. O fato ocorreu quando esse professor-juiz interrogava um acusado e exibiu a arma do crime para indagar ao réu se foi com aquela arma que o crime fora cometido. A arma disparou, o acusado deu um pulo para trás assustado. O promotor, com muita calma, recolheu o objeto, mais perigoso nas mãos de quem não é perito, do que nas mãos hábeis de um bandido.
Não preciso dizer que o professor-juiz escalado para exercer a presidência provisória, na primeira diretoria provisória, foi o autor deste artigo.
Aquela entidade modesta, fundada em 1978, é hoje filiada à entidade nacional – Andes. Transformou-se em sindicato.
A Adufes tem desempenhado um papel fundamental dentro de nossa querida Ufes. As principais bandeiras de luta da Adufes, defendidas historicamente são: 1) universidade pública, gratuita e de qualidade para todos; 2) autonomia universitária; 3) democratização do acesso à universidade; 4) contra a precarização do trabalho docente e por um projeto de carreira que valorize o professor; 5) contra as reformas neoliberais, como as da Previdência, Universitária e Trabalhista, que retiram direitos dos trabalhadores e privatizam os serviços públicos.
*O autor é juiz de Direito aposentado e escritor
 

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