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Futebol

Sem intrusos e sem 0 a 0, Copa do Brasil se torna mata-mata da Série A

Seis das oito vagas para as quartas de final da competição foram definidas

Publicado em 06 de Agosto de 2026 às 11:18

Agência FolhaPress

Publicado em 

06 ago 2026 às 11:18
Vasco vence Fluminense e avança para as quartas da Copa do Brasil
Vasco vence Fluminense e avança para as quartas da Copa do Brasil Agif/Folhapress

Seis das oito vagas para as quartas de final da Copa do Brasil foram definidas. Nesta quinta-feira (6), as duas últimas serão conhecidas nos duelos Vitória x Athletico Paranaense e Corinthians x Internacional, a partir das 20h. Isso significa que só haverá clubes da Série A do Brasileiro na reta final.


Os paranaenses e os gaúchos podem perder por um gol de diferença na tentativa de se juntar a Atlético Mineiro, Santos, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio. Nos confrontos de ida, Athletico e Inter ganharam por 2 a 0.


Depois de quatro jogos de ida das oitavas de final terem terminado em 0 a 0, os ataques lembraram o caminho do gol. Vasco e Fluminense haviam maltratado a bola no primeiro jogo. Fizeram 33 faltas (17 do cruzmaltino) e chutaram a gol apenas quatro vezes (três dos tricolores).


Na quarta-feira (5), o comportamento tático mudou. A equipe vascaína entrou com três volantes e dominou o primeiro tempo. A escolha do técnico português Pedro Emanuel facilitou a liberdade do ataque, e Brenner, novidade entre os titulares, fez o primeiro em chute de fora da área.


Na segunda etapa, sabendo que os tricolores precisariam se abrir, o Vasco aproveitou os contra-ataques e ampliou com Brenner. A partir daí, o treinador Luis Zubeldia resolveu mexer bem ofensivamente. Colocou Ganso, Hulk e Soteldo. Pressionou e fez o primeiro, mas o Vasco não se limitou a jogar fechado e armou bem os contra-ataques até ampliar no final com Puma.

No final, o duelo acabou com 13 chutes a gol (nove do Vasco). Por outro lado, a quantidade de faltas também aumentou: 36 (25 dos vascaínos).


No Mineirão, o que já parecia o jogo de ataque contra defesa ficou ainda mais evidente após a expulsão de Max Alves nos acréscimos da primeira etapa. A Chapecoense entrou com todos seus jogadores atrás da linha intermediária defensiva e, mesmo após levar o gol, não acertou uma bola sequer no gol adversário.


Ao Cruzeiro restou ter paciência e contar com a subida do zagueiro Fabrício Bruno para tentar abrir espaços. A pressão e a calma surtiram efeito, e o clube mineiro abriu o placar com Matheus Henrique, que literalmente deu o sangue.


Após chutar sobre o goleiro Anderson, subiu de cabeça para pegar o rebote e, no lance, acabou levando um chute não intencional no nariz de Eduardo Doma. O volante cruzeirense acabou sendo substituído com o nariz fraturado. O segundo tempo continuou com a Chapecoense recuada e tentando contra-ataques, mas o Cruzeiro ampliou, de pênalti, com Kaio Jorge.


Em Porto Alegre, uma arbitragem confusa quase complicou a primeira vitória da história do Grêmio sobre o Mirassol. A equipe gaúcha não teve um pênalti a seu favor marcado. Por outro lado, o time paulista viu um gol anulado em jogada polêmica após a bola ter tocado no braço do atleta.


Em Cuiabá, o Fortaleza deu trabalho para um time misto do Palmeiras. Ganhou por 3 a 2, mas, como havia perdido na ida por 3 a 0, quem ficou com a vaga foram os paulistas. Na terça-feira (4), Santos e Atlético-MG carimbaram a vaga ao vencerem, fora de casa, por 1 a 0 o Remo e o Juventude, respectivamente.

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