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Decisão

Santos será punido em 2023 por confusão na Vila Belmiro

Clube paulista não poderá contar com sua torcida em duas partidas no ano que vem por conta da invasão de um torcedor que agrediu o goleiro Cássio, do Corinthians

Publicado em 10 de Agosto de 2022 às 14:27

Agência Estado

Publicado em 

10 ago 2022 às 14:27
Santos será julgado por invasão de torcedor na Vila Belmiro
Santos será julgado por invasão de torcedor na Vila Belmiro Crédito: Globo/Reprodução
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o Santos com dois jogos de portões fechados na Copa do Brasil de 2023 e uma multa total de R$ 35 mil em razão da confusão protagonizada por torcedores durante a eliminação para o Corinthians na atual edição do torneio nacional, na Vila Belmiro A decisão foi tomada em julgamento realizado na manhã desta quarta-feira, dois meses depois da partida, realizada no dia 13 de julho.
O duelo foi vencido pelo Santos, que não conseguiu avançar porque foi derrotado por 4 a 0 no jogo de ida. Ao fim da partida, mesmo com a vitória, objetos foram atirados no campo, sinalizadores acesos nas arquibancadas, bombas atiradas no gramado, torcedores invadiram o gramado e o goleiro rival Cássio sofreu agressão pelas costas. O episódio poderia render punições mais duras, como R$ 100 mil de multa e perda de dez mandos de campo.
No fim das contas, o uso de sinalizadores rendeu multa de R$ 5 mil e o arremesso de bombas foi punido com R$ 20 mil de multa e um jogo de portão fechado. Já a punição pelas invasões foi uma multa de R$ 10 mil somada a mais uma perda de mando. As duas partidas sem torcida serão cumpridas apenas na Copa do Brasil de 2023.
Durante o julgamento, o auditor do caso, Rodrigo Raposo, pediu a condenação do clube no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), conforme a denúncia, por deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens, invasão de campo e lançamento de objetos. O uso de sinalizadores é enquadrado em outro artigo, o 191. Em seguida, Raposo exibiu imagens da confusão, como a agressão ao goleiro corintiano Cássio e bombas lançadas em direção ao gramado.
Após depoimento de testemunhas, o advogado do Santos, Marcelo Mendes, argumentou que o clube fez o que agiu de acordo com os protocolos para impedir situações violentas. No caso das bombas, que sequer poderiam ter entrado no estádio, Mendes afirmou que a revista foi feita pela polícia e não pelos seguranças contratados pelo Santos, o que, segundo ele, diminuiu a responsabilidade do clube quanto ao ocorrido. Também destacou que invasores foram identificados, embora não tenha sido possível identificar os responsáveis por arremessar as bombas.
A situação das bombas e da invasão foi tratada por Raposo como fatores de maior risco, por causar risco de 'dano físico considerável', mas reconheceu que é difícil identificar todos os responsáveis. Ainda assim, concluiu que o Santos falhou na prevenção. O caso dos sinalizadores foi tratado como algo que não interfere no andamento da partida.

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