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Desportiva Ferroviária faz acordos para quitar mais de R$ 1 milhão em dívidas

Direção trabalha em acordos judiciais e extrajudiciais e paga primeira parte do Ato Trabalhista renegociado para 728 mil reais

Publicado em 16 de Setembro de 2022 às 12:07

Vitor Nicchio

Publicado em 

16 set 2022 às 12:07
Primeira parcela do pagamento ultrapassa R$ 700 mil
Primeira parcela do pagamento ultrapassa R$ 700 mil Crédito: Vitor Nicchio
A Desportiva Ferroviária quitou a primeira parte do Ato Trabalhista no valor de R$ 728 mil por determinação da Justiça e sanou aproximadamente R$ 250 mil em acordos judiciais e extrajudiciais. A direção do time de Jardim América, em Cariacica, iniciou os pagamentos em janeiro de 2018 e, agora, o clube inicia uma nova etapa no plano de recuperação da série crise financeira que assola a instituição.
Com a primeira etapa do ato, que consiste na quitação de dívidas trabalhistas, a Desportiva saudou R$ 1.066.000,00 negociados para R$ 728 mil, pagos em 40 parcelas mensais. Pelo acordo feito com o poder público, a Tiva assumiu as quatro primeiras parcelas no valor de 20 mil reais e as 36 restantes em 18 mil.
Segundo o diretor executivo Carlos Farias, o valor englobou o passivo cível e trabalhista que o clube acumulou ao longo de anos de má gestão. A Locomotiva Grená paga desde 25 de janeiro de 2018 exigências de ex-funcionários, atletas e treinadores que não tiveram os contratos honrados.
"A situação atual ainda é muito complicada porque pegamos o clube em uma situação quase insustentável, para fechar as portas. O nosso grupo chegou primeiro como um grupo de apoio no mandato anterior de 2018 a 2021 e, no final de 2021, entramos como diretores na eleição e trabalhamos para primeiro salvar o clube. Hoje, acredito estar em um momento de reerguer o clube. A gente já consegue ver luz no fim do túnel. Temos muito problema ainda, muito trabalho pela frente, é um trabalho a longo prazo. Sempre digo que deixaram em uma situação tão ruim que não é de um dia para o outro que você consegue reverter essa situação", declarou Carlos ao repórter Vitor Nicchio, do ge ES.
Em paralelo ao Ato Trabalhista, o clube também sanou aproximadamente R$ 250 mil em acordos judiciais e extrajudiciais. Com constantes pagamentos requeridos por ações de cobrança cumulada por indenização com danos morais, a Desportiva tem uma estimativa de que o valor seja quatro vezes maior do que os inseridos no plano de pagamento.
"O desafio mais a curto prazo e que já estamos vencendo é estancar as dívidas trabalhistas. Não podemos enxugar gelo, pagar coisas passadas e criar novas. Estamos fazendo de tudo para não trazer novas reclamações trabalhistas. Por isso, terminamos acabando fazendo acordos internos, ou seja, extrajudiciais, para evitar novos processos trabalhistas. Então, não são só as parcelas que pagamos, mas principalmente o que pagamos lá no clube em acordos para que outros processos não entrassem na Justiça. Nossa ideia é que até o fim de 2022 a gente possa encerrar o ano zerando toda possibilidade de novos processos", complementou Carlos.
Agora o clube se prepara para iniciar o pagamento da última parte do Ato Trabalhista no valor estimado de R$ 1.200.000,00. Afetada pela pandemia da Covid-19, a Desportiva Ferroviária alega dificuldades para seguir pagando 18 mil reais por mês e está iniciando negociações com a Justiça do Trabalho.
Dessa forma, não existe prazo estipulado para a liquidação das dívidas. A atual gestão busca recursos para a montagem do elenco para o Campeonato Capixaba 2023 e cumprir a segunda parte do Ato Trabalhista no último ano do triênio 2021/2023. Apesar disso, a Desportiva deve continuar dentro deste plano de pagamento pelas próximas gestões.
"Muitas outros processos herdados da administração anterior estavam tramitando quando foi feito esse Ato. Eles não foram contemplados. Para você entender, o Ato é um só. É uma empresa só, no caso a Desportiva, a executada. A gente chama o Ato de primeira parte porque essa primeira leva, que não tinha sentença, formou um novo bolo de processos e tinha um valor alto que supera um milhão de reais. Não sabemos o valor exato ainda porque a justiça do trabalho ainda está atualizando os dados. Tem correção, os juros são muito altos. Então, eles estão corrigindo e levantando todos os processos. Eu acho que passa dos R$ 1.200.000,00. É uma dívida muito alta que herdamos. Mais de R$ 2 milhões só de dívidas trabalhistas", finalizou Carlos Farias.

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