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Complexidade

Auditor pede vista, e julgamento de Bruno Henrique é interrompido no STJD

Caso será retomado na próxima quinta-feira, às 15h (de Brasília), em sessão única

Publicado em 10 de Novembro de 2025 às 16:00

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 nov 2025 às 16:00
O caso será retomado na próxima quinta-feira, às 15h (de Brasília), em sessão única
O caso será retomado na próxima quinta-feira, às 15h (de Brasília), em sessão única Crédito: Gilvan de Souza/Flamengo
O julgamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi interrompido no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), após o pedido de vista feito pelo auditor Marco Aurélio Choy. O caso será retomado na próxima quinta-feira, às 15h (de Brasília), em sessão única.
"Eu vou pedir vista, considerando a complexidade da questão", disse Choy. No momento da interrupção, Bruno Henrique já tinha recebido um voto favorável, justamente do relator do processo, Sérgio Furtado Coelho.
O voto dele tinha sido por aplicar uma multa de R$ 100 mil, com base no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Esse item trata de descumprimentos a itens do regulamento da competição, mas não é usado para cravar que alguém cometeu manipulação de partida ou resultado.

O que o autor do primeiro voto disse

"O acervo probatório não demonstra de maneira inequívoca que Bruno Henrique tem atuado com a finalidade específica de manipular o resultado da partida. Tais relatórios apontam concentração suspeita de apostas, mas não demonstram de forma direta que o denunciado tenha orientado sua atuação em campo com finalidade manipulatória. Os diálogos apreendidos entre o atleta e seu irmão, o quanto infelizes e imprudentes, evidenciam proximidade indevida com o ambiente de apostas, mas não são suficientes para o irmão com o grau de certeza requerido. Que o cartão tenha sido provocado sob ajuste prévio. Tal solução, harmoniza o dever de reprovar comportamentos que ferem a integridade regulatória do desporto com a necessidade de preservar a proporcionalidade sancionatória e o devido processo disciplinar", disse o relator.

O que mais foi analisado

Àquela altura, o tribunal também já tinha superado a discussão sobre prescrição do processo. As defesas do jogador e do Flamengo tentaram fazer com que o mérito da questão não fosse nem analisado, a exemplo do que aconteceu na primeira instância. Bruno Henrique foi ao STJD pessoalmente para acompanhar a sessão de julgamento e assistiu ao debate ao lado do empresário, o ex-zagueiro Denis.
Em primeira instância, o atacante do Flamengo pegou 12 jogos de suspensão e R$ 60 mil de multa. Logo, em relação ao primeiro voto, já viu um movimento positivo para si de abrandamento da pena. Bruno Henrique foi julgado por causa das conversas com o irmão, Wander Nunes Junior, a respeito do cartão amarelo que tomou no jogo pelo Brasileirão 2023. As investigações indicaram que o irmão de Bruno Henrique usou a informação privilegiada para fazer apostas e tentar faturar dinheiro com isso.
Quando o relator apontou que essa situação deveria ser enquadrada no artigo 191, entendeu que houve "apenas" um desrespeito ao regulamento. Bruno Henrique saiu com o placar "favorável" de 1 a 0, mas ainda restam oito auditores para proferirem seus votos.

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