O ex-meia Geovani Silva faleceu na madrugada desta segunda-feira, após sofrer uma parada cardiorespiratória. Antes de se tornar ídolo do Vasco e referência do futebol capixaba, Geovani Silva encantou o país vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Do brilho no Mundial Sub-20 de 1983 à medalha de prata em Seul-1988 e ao título da Copa América de 1989, o meia escreveu uma trajetória marcada por talento, protagonismo e reconhecimento internacional.
A trajetória de Geovani Silva com a camisa da Seleção Brasileira começou de forma brilhante em 1983, quando foi o grande destaque da equipe que conquistou o título do Mundial Sub-20. Na competição, realizada no México, o meia foi eleito o melhor jogador do torneio e terminou como artilheiro, papel decisivo na campanha do Brasil. O desempenho chamou a atenção do país e do mundo, consolidando Geovani como uma das grandes promessas do futebol nacional.
Pouco tempo depois, ele foi convocado para a Seleção principal, onde atuou entre 1985 e 1991, acumulando 23 partidas e marcando cinco gols. Durante esse período, participou de amistosos, Eliminatórias e competições oficiais, sempre demonstrando técnica refinada e visão de jogo.
Em 1988, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul, na Coreia do Sul, integrando a seleção olímpica que conquistou a medalha de prata. Titular da equipe, Geovani teve participação importante na campanha, que terminou com a derrota na final para a União Soviética.
No ano seguinte, em 1989, fez parte do elenco campeão da Copa América, disputada no Brasil. Foi um dos nomes do meio-campo daquela seleção que quebrou um jejum de 40 anos sem títulos continentais, jogando ao lado de Dunga, Silas, Valdo e outros nomes históricos. No ano seguinte, o então técnico Sebastião Lazaroni optou não convocar Geovani, que encerrou a sua passagem pela Seleção sem disputar uma Copa do Mundo.