O governador do Estado Paulo Hartung comemorou o teor da manifestação da Vale e do governo federal na ação civil pública - que contesta a aplicação dos recursos da renovação antecipada da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) na Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) - e considerou que as partes voltaram atrás no processo.
“É um baita recuo. Eles anunciaram um investimento de R$ 4 bilhões na Fico e agora recuam na alocação do dinheiro. O governo federal diz que não tem valor definido, que tudo vai ser apresentado em audiência pública e admite que os recursos vão para a Vitória-Minas, embora não detalhe o volume. Além disso, colocam a EF-118 (que vai ligar Vitória a Presidente Kennedy) como prioridade dentro do conselho do PPI. (Programa de Parcerias de Investimentos).”
Para Hartung, o governo do Estado acertou ao buscar o poder judiciário diante da falta de diálogo por parte da União e da Vale. “Os primeiros resultados já começam a aparecer. A Vale, que não entrava no debate e empurrava a responsabilidade para o governo central, agora, já propõe mediação e conciliação, e a União, que fez um anúncio público e bombástico de alocação desse recursos no Centro-Oeste, diz que a decisão não está tomada e que essas questões vão depender de audiências públicas, onde será apresentada a matriz de cálculo, que até o momento é desconhecida e, por isso, questionada pela nossa ação por acreditarmos que está subdimensionada”, destacou.
O governador voltou a cobrar transparência no processo e disse que o objetivo é garantir que os recursos da renovação da EFVM sejam aplicados na infraestrutura capixaba. “A Vale trouxe progresso, mas também trouxe desafios sociais e ambientais como o pó preto, e esse é o momento dela deixar um legado para o Espírito Santo”, ponderou ao citar que está confiante que a decisão da Justiça será favorável ao Estado.