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Gabriel Tebaldi

Farsa percentual: pesquisas eleitorais em xeque

Pesquisas eleitorais exercem influência maior que qualquer outro agente público ou privado. Induzem o "voto útil" e são base dos programas eleitorais

Publicado em 24 de Agosto de 2018 às 23:05

Públicado em 

24 ago 2018 às 23:05

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Pesquisas eleitorais em xeque Crédito: Amarildo
No mundo kafkiano dos institutos de pesquisas que garantem apurar com precisão o voto de 147 milhões de eleitores entrevistando 8 mil pessoas, o pleito presidencial de 2018 tem Lula na dianteira, com 40% das intenções de voto. Esses dados não assustaram apenas o mercado financeiro - que levou o dólar a R$ 4 -, mas também soaram mal quando comparados com outros dados dos mesmos institutos.
Segundo o Datafolha, em outubro de 2017, 87% do eleitorado considerava muito importante que um candidato à Presidência nunca tivesse se envolvido em casos de corrupção. Ao mesmo tempo, registrou enorme rejeição ao molusco (34%). No Instituto Paraná, essa ojeriza é de 54%; no DataPoder360, 56%.
As pesquisas são um poder paralelo. Eminência parda. Seus métodos precisam ser apurados com urgência. E a nós cabe desmentir, com dados e documentos, tamanhas farsas percentuais
Em 2017, o mesmo Datafolha afirmou que 65% do eleitorado brasileiro identificava-se ideologicamente entre o centro e a direita. Nesse cenário atual de lulismo radical e “greve de fome” petralha pela soltura do nove-dedos, é estranho que, subitamente, mais da metade do eleitorado tenha emigrado para nomes da esquerda.
Quando comparamos Datafolha, Ibope, Paraná e DataPoder360, as diferenças de intenção de votos de Lula superam 10%. Os erros são históricos: em 2014, Datafolha e Ibope apresentavam Aécio Neves com 17% um mês antes do dia da eleição. Nas urnas, o tucano registrou 33,5%. Marina Silva, que somava 34% nas pesquisas, fez 21,3% na eleição.
As pesquisas eleitorais exercem uma influência maior que qualquer outro agente público ou privado. Induzem o “voto útil”, são base dos programas eleitorais e não informam devidamente o público pesquisado.
Dos 8.433 entrevistados na recente pesquisa Datafolha, 46% recebem até 2 salários mínimos; 51% situam-se profissionalmente como funcionários públicos, “bico”, informal ou desempregado. Apenas 8% são autônomos; 3% são empresários e 1% profissionais liberais. Esses últimos são números completamente destoantes da realidade brasileira registrada pelo IBGE!
As pesquisas são um poder paralelo. Eminência parda. Seus métodos precisam ser apurados com urgência. E a nós cabe desmentir, com dados e documentos, tamanhas farsas percentuais.
 

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