Recentemente, foram divulgadas algumas informações sobre o crescimento das startups no Brasil. A Distrito, Y&R e Neoway divulgaram o estudo com 2.500 startups do ecossistema brasileiro AdTech Mining Report. As empresas pesquisadas foram divididas nas categorias Advertising e Promotion, Content e Experience, Social e Relationships e, por fim, Commerce e Sales.
A “Folha de S. Paulo”, ainda que não seja uma pesquisa sistemática, levantou 52 startups que buscam clientes fora do Brasil, numa atitude de internacionalização. Em outra reportagem, as revistas “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” e “Época” divulgaram, em parceria, o ranking das 100 Startups To Watch. Foram selecionados os setores de agropecuária, lazer e turismo, saúde e bem-estar, serviços e tecnologia da informação. O mercado da construção civil também tem buscado uma maior aproximação com as startups. As construtoras estão selecionando empresas e programas que trabalham com sensores para coleta de informações, inteligência artificial para prevenir quebras de máquinas e especializadas em processos químicos na produção de cimentos e acabamentos.
São essas vertentes em várias frentes da atividade econômica que explicam a efervescência do empreendedorismo brasileiro. Forças estas já sentidas por grandes empresas, como as iniciativas Hackthon da Globo, Cubo do Itaú, Fast Dating da Tecnisa e Launchpad Accelerator do Google.
Como afirmou Gabriela Agustine, no último evento VOS (Vários Olhares Singulares), no Museu Vale, “grandes empresas buscam nas startups formas de oxigenar seus processos”. É pensar de forma diferente, fora da caixinha. Elas estão de olho nesse movimento de mudança, uma vez que tentar fazer esta mudança dentro da própria empresa pode ser altamente improdutivo, pois quem está incorporado às grandes empresas pode sofrer com a contaminação de informações e com a resistência às mudanças.
Trazendo para a nossa realidade, a TecVitória é a maior incubadora do Espírito Santo, com inúmeras empresas incubadas de diversas áreas, atuantes no Estado que poderiam contribuir para que as grandes empresas do Espírito Santo passem a investir em programas de apoio à inovação. Infelizmente, ainda sofremos com a falta de cultura empresarial e, para reverter esse comportamento, levará tempo e trabalho.