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ARTIGO

Estado precisa firmar um pacto pela educação

O foco na educação não é apenas o estudante, mas também o professor, a tecnologia e a gestão

Publicado em 14 de Setembro de 2018 às 15:46

Públicado em 

14 set 2018 às 15:46

Colunista

escola Crédito: Pixabay
Antônio Carlos de Medeiros*
A trajetória dos índices educacionais do Espírito Santo é crescente, com ganhos de aprendizagem e proficiência e diminuição do abandono e da reprovação. No ensino médio, o ES está em 1º lugar no Saeb. Passou de 4,29 para 4,78 entre 2013 e 2017. Mantida a trajetória, em 2024 pode ser alcançada a meta de 6. No Ideb, que considera também a aprovação, a rede do ES (incluídas as escolas particulares) passou da 14ª posição, com 3,6, para a 1ª posição, com 4,4, entre 2011 e 2017. Mantida a trajetória, pode-se atingir a meta, que era de 5,1.
Tudo somado, o ES está desenhando na educação uma Política Pública de Estado de caráter intertemporal. Esta política precisa ganhar sustentabilidade para consolidar um processo de aprimoramento, olhando para o ensino-aprendizagem do século XXI. A política se baseia na concepção de gestão em rede na educação. Ela inclui parcerias com organizações da sociedade civil (institutos e ONGs regionais e nacionais); envolvimento regular de pais e mestres; comunicação com a sociedade e setores do mercado de trabalho; e aprovação de legislação na Assembleia Legislativa. Ou seja, a “autoria” da política deixa de ser do(s) governo(s) para ser da sociedade. Na prática, é um pacto pela educação.
Há que se avançar na melhoria e intensificação dos cursos de formação inicial e continuada de professores. Cuidar mais da valorização e formação de professores. O foco não é mais construir rede física
A Escola Viva; o Programa Jovem do Futuro; e o Pacto pela Aprendizagem, pedras de toque da política, são inspirados em experiências que deram certo na educação municipal de Sobral (CE) – caso do Pacto pela Aprendizagem; e em Pernambuco – no caso da Escola Viva; e em outros Estados - caso do Jovem do Futuro, do Instituto Unibanco. Na Escola Viva, a meta é passar de 32 unidades, em 2018, para 300 unidades em 2030.
A ênfase é no desenvolvimento das capacidades cognitivas e, ao mesmo tempo, nas competências socioemocionais. No aspecto cognitivo, trata-se de pensamento crítico, tomada de decisão, criatividade, capacidade de leitura, aprendizagem matemática e leitura de dados. No aspecto socioemocional, o foco é estimular a comunicação, empatia, negociação, adaptabilidade e aprendizagem contínua, desde a primeira infância. Tudo em busca das habilidades-chaves: capacidade de resolução de problemas; criatividade; e empatia.
Há muito que avançar. Na aprendizagem, mirando as metas. Na tecnologia, buscando a possibilidade do ensino híbrido no nível médio profissionalizante: ensino presencial mesclado com ensino à distância. Para atrair os 30 mil jovens de 15/17 anos que estão fora da escola. Sobretudo, há que se avançar na melhoria e intensificação dos cursos de formação inicial e continuada de professores. Cuidar mais da valorização e formação de professores. O foco não é mais construir rede física. A transição demográfica diminuiu para 1,6 o número de filhos por família, com a queda de matrículas. O foco é o professor, a tecnologia e a gestão.
*O autor é pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science
 
 

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