No ano em que marca os 80 anos de fundação, o Iate Clube do Espírito Santo reafirma a força de sua tradição na vela. Neste sábado (7), às 12h, a Baía de Vitória recebe a Taça Morris Brown, regata que reúne as classes Snipe, ILCA 6, ILCA 7 e prancha a vela, com largada no clube.
A Taça Morris Brown vai além de uma competição, é um resgate de memória do esporte náutico capixaba. O nome homenageia Joseph William Morris Brown, o Morris Brown, pioneiro dos esportes náuticos e do voo livre no Espírito Santo. Nascido em Natal (RN) e filho de pai inglês, ele idealizou o embrião do Iate Clube do Espírito Santo e descobriu a Rampa de Ubá, em Alfredo Chaves, que se tornou referência para o voo livre. Pai do multicampeão Frank Brown, Morris faleceu em fevereiro de 2007, aos 73 anos, deixando um legado que atravessa gerações dentro e fora da água.
Para o comodoro Abner Garcia Romano, a regata traduz o que o clube tem de mais essencial. “A Taça Morris Brown é a tradição da vela em movimento. Ao homenagear quem sonhou o Iate Clube lá atrás, mostramos às novas gerações que a nossa história continua sendo escrita na água, regata após regata”, afirma.
Na vela, “classe” é o tipo de barco usado na competição, e todos os barcos de uma mesma classe seguem as mesmas características, o que faz o resultado depender da habilidade do velejador.
Snipe: veleiro de dois tripulantes, tradicional e muito popular no Brasil, conhecido pela competitividade e pelo trabalho em equipe.
ILCA 6 e ILCA 7: antigos Lasers, são barcos individuais que se diferenciam pelo tamanho da vela. O ILCA 7 é a classe olímpica, e o ILCA 6 é muito usado na formação de atletas em desenvolvimento.
Prancha a vela: o windsurf, em que o velejador controla a vela diretamente, em pé sobre a prancha.