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Acusação de estupro

Pai de Neymar agradece, mas recusa projeto de lei 'Neymar da Penha'

O pai do jogador afirmou que a Lei Maria da Penha não pode ser confundida ou misturada com o nome do atacante

Publicado em 07 de Junho de 2019 às 19:20

Publicado em 

07 jun 2019 às 19:20
O camisa 10 da seleção brasileira é acusado pela modelo Najila Trindade de ter cometido esses crimes no mês passado Crédito: Reprodução
O pai do atacante Neymar publicou um texto nesta sexta-feira (07) no Instagram para agradecer a criação de projetos de lei que propõem aumentar em até um terço a pena de quem fizer denúncias falsas sobre crimes de estupro. Um pacote de sugestões foi protocolado na Câmara dos Deputados, em Brasília, nos últimos dias e ganhou o apelido de "Neymar da Penha" por parte dos internautas.
Como revelou o Estado, assim como o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ), pelo menos outros três parlamentares protocolaram propostas parecidas, dentro do contexto do suposto crime de estupro e agressão cometidos pelo jogador do Paris Saint-Germain. O camisa 10 da seleção brasileira é acusado pela modelo Najila Trindade de ter cometido esses crimes no mês passado. O caso está sob investigação.
O pai do jogador agradeceu nas redes sociais pela proposta. "Agradecemos imensamente o apoio de todos e compreendemos a boa intenção da iniciativa de projeto de lei. Mas a única coisa que queremos nesse momento é justiça. Ver uma lei ser feita em nome do meu filho, por conta desse lamentável episódio, não me deixa nada feliz", escreveu.
Neymar pai publicou o texto junto com uma foto em que o filho aparece acompanhado pela irmã, Rafaela, e pela mãe, Nadine, e afirmou que por enquanto o interesse da família não é pensar em leis, mas sim provar a inocência do atacante. "A única coisa que queremos, no momento, é provar a verdade desse caso, a inocência dele. Se um dia for feita uma lei em seu nome, que seja pela valorização do esporte, pois o futebol é o que move sua vida e a razão pela qual ele é conhecido", disse.
Por fim, o pai do jogador afirmou que a Lei Maria da Penha não pode ser confundida ou misturada com o nome do atacante. "As mulheres conseguiram prosperar muito até agora e consideramos a defesa dos direitos das mulheres e as leis que as protegem como fundamentais, a exemplo da Lei Maria da Penha. Assim como também entendemos como importantes as leis que protegem as pessoas de acusações indevidas. Mas isso não pode ser confundido com o caso do meu filho", comentou.

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