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Acusação de estupro

Nem sempre a vítima é a mais fraca, diz Bretas sobre caso Neymar

O atacante da seleção brasileira é acusado de estuprar Najila Trindade Mendes de Souza durante uma viagem em Paris, na França

Publicado em 06 de Junho de 2019 às 17:50

Publicado em 

06 jun 2019 às 17:50
Marcelo Bretas, juiz responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o juiz Marcelo Bretas se posicionou nesta quinta-feira (06), por meio do perfil no Twitter, sobre o caso Neymar.
"Preocupante! Suspeitas de fraude ou abuso de direito pela parte 'mais vulnerável' devem ser apuradas com rigor, sob pena de deslegitimar as demais situações de efetiva vulnerabilidade. Nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação", publicou Bretas na rede social, marcando o perfil do atacante 
O juiz replica um tuíte do deputado federal Carlos Jordy (PSL/RJ), no qual Jordy defende o camisa 10 da seleção brasileira da acusação de estupro por parte de Najila Trindade Mendes de Souza.
"A mulher faz uma acusação de estupro, faz com que o cara tenha sua vida destroçada, ele perde contratações e patrocínios, ela ganha seus minutinhos de fama e o vídeo mostra isso: NADA, além de uma agressão dela contra ele. As feministas vão fazer textão sobre cultura do estupro?", escreveu o deputado.
Neymar foi cortado da seleção na madrugada desta quinta-feira (06) por causa de uma ruptura de ligamento no tornozelo direito, sofrida no amistoso contra o Qatar, em Brasília, nesta quarta (05).
Também na quarta, a mulher que acusa o atleta de estupro veio a público pela primeira para falar sobre o caso. Najila Trindade Mendes de Souza concedeu entrevista ao SBT, em que diz ter sido estuprada e vítima de agressão. Segundo ela, Neymar ignorou seu apelo para que fizessem sexo com camisinha, em Paris. O atacante foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a depor nesta sexta-feira (7), no Rio.

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