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Três vices em três meses: o que mudou no Flamengo após 2019 mágico e bi do Brasileiro

Recuperar a 'fome' por títulos, troca de treinadores com filosofias diferentes e a perda de peças importantes são alguns dos pontos que podem explicar o cenário ...

Publicado em 22 de Fevereiro de 2022 às 06:00

LanceNet

Publicado em 

22 fev 2022 às 06:00
A realidade do Flamengo de levantar frequentemente taças mudou. Se no dia 22 de maio de 2021 o Rubro-Negro conquistava o 12º título desde 2019, hoje, após a derrota para o Atlético-MG nos pênaltis, o time chegou ao terceiro vice seguido em três meses. Por isso, LANCE! separou pontos que ajudam a explicar esse momento de oscilação.> ATUAÇÕES: João Gomes e Filipe Luís são os melhores do Fla na Supercopa RECUPERAR A "FOME" DE TÍTULOS
Logo de cara, vale citar um diagnóstico feito pelo próprio técnico Paulo Sousa depois do vice da Supercopa do Brasil. Na visão do Mister, o elenco precisa dar "um passo diferente" para retomar a mesma de "fome" conquistar que teve há poucos anos atrás.
- Sobretudo, como parece a mim, é que nosso elenco, individualmente, tem que dar um passo diferente. Ou seja, é uma equipe que já tem alguns anos, há quatro anos, construiu vitórias importantes pela qualidade e pelo talento. E, hoje, em termos de espírito, é uma equipe que tem que ter a mesma fome de conquistar do que teve no início desta construção deste elenco - disse.
- Faz parte de um grande clube (cobranças da torcida), de um clube que se acostumou a ganhar. Cabe a nós trabalharmos, reconhecer que devemos melhorar muito. Ainda tem um jogo para terminarmos a temporada. Temos que entender que futebol tem que ter brio, força de vontade todos dias, trabalhar sempre no limite. Esse grupo precisa amadurecer, crescer. Ficam essas lições para o ano que vemPERDAS DE PEÇAS SEM REPOSIÇÃO
Daquele elenco campeão da Libertadores em 2019, Pablo Marí, Rafinha e Gerson já não estão mais no clube. A perda do primeiro finalmente foi reposta com a chegada de David Luiz, mas no caso dos dois últimos isso ainda está em aberto.
Na lateral direita, Isla e Matheuzinho brigaram pela posição em 2021. O chileno foi o titular, mas, por vezes, não convencia a torcida, enquanto o camisa 34 teve bons momentos. Contudo, neste início de ano, é Rodinei que se adaptou melhor à função do time de Paulo Sousa e larga na frente na disputa.
Já na posição de Gerson, o Flamengo chegou utilizar Diego e Thiago Maia, mas foi com Andreas Pereira que o encaixe, inicialmente, pareceu ser o ideal. O camisa 18 teve uma adaptação rápida e logo conquistou a vaga. Contudo, ele terminou o ano em baixa com a falha na final da Libertadores.
Neste início de temporada, foi João Gomes quem ganhou a posição, ainda que momentaneamente. O desempenho do cria diante do Atlético-MG, no último domingo, inclusive, foi mais um passo importante para mostrar que ele, de fato, merece ser o titular. MUDANÇAS NO COMANDO
Também é importante destacar as trocas no comando técnico do Flamengo. Além da sobra de Jorge Jesus - a qual todos os nomes até aqui conviveram -, os treinadores que chegaram apresentam perfis diferentes. Assim, os jogadores, consequentemente, precisam de tempo para se adaptem às novas filosofias dos novos trabalhos.
- Muito trabalho, confiança e convicção do que ele (Paulo Sousa) tem colocado, as ideias são passadas muito claras. A gente está tentando executar, obviamente, bastante coisa, ideias, esquemas… enfim. Estamos tentando nos adaptar o mais rápido possível. Durante os jogos surgem dúvidas que a gente não conversou no treino, então temos que resolver - disse Willian Arão, à Fla TV, na última quinta.
- Naturalmente, teremos umas dificuldades a mais neste início de trabalho, mas os resultados estão aí, temos vencido os jogos, feito bastante gols e sofrido poucos. Vejo que estamos bem sólidos na parte defensiva, mas iremos melhorar em todos os quesitos - completou.
> Veja e simule a tabela do Cariocão
Domènec Torrent, que substituiu o Mister mudou drasticamente o Flamengo. Sob o comando do espanhol, o time jogou com dois pontas e com as linhas mais baixas - assim, apostava bastante em contra-ataques.
Com Ceni, uma mudança que chamou a atenção foi trazer Willian Arão para a função de zagueiro para apostar em Diego como volante, ao lado de Gerson. Ademais, foi um time que se propôs a ter mais a posse de bola. Entretanto, o Rubro-Negro também ficou marcado por levar muitos gols.
Já a passagem de Renato é lembrada por críticas acerca da questão tática. Nos primeiros jogos, o Flamengo se mostrou uma equipe dominante dentro de campo e que marcava muitos gols. Contudo, o trabalho enfrentou oscilações e terminou em baixa, com os vices do Brasileirão e Libertadores, além de uma dura eliminação na semifinal da Copa do Brasil. Em janeiro deste ano, em entrevista ao "BarbaCast", o goleiro César admitiu que o trabalho deixava a desejar na questão tática.
- Nosso time é muito acostumado a trabalhar. Isso é unanimidade. Todo treinador que chega fala isso: "É um grupo incrível". Então, é natural que cada jogador sinta a necessidade de fazer trabalhos direcionados para o jogo. Isso é explorado o tempo inteiro, com todos treinadores - afirmou César, seguindo:
Internacionais:
Taça Libertadores da América - 2019Recopa Sul-Americana - 2020
Nacionais:Campeonato Brasileiro - 2019 e 2020Supercopa do Brasil - 2020 e 2021
Estaduais:Campeonato Carioca - 2019, 2020 e 2021Taça Guanabara - 2020 e 2021Taça Rio - 2019
Crédito: JogadoresecomissãodoFlamengoposamparafotoantesdaSupercopa(Foto:GilvandeSouza/Flamengo

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