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Seleção

Perto de estreia, Brasil tem pior público em cinco anos e frustra Tite

No amistoso contra Honduras, no Beira-Rio, os 16.521 pagantes constituem o menor público em jogos do Brasil em casa desde a Copa de 2014

Publicado em 10 de Junho de 2019 às 15:02

Publicado em 

10 jun 2019 às 15:02
Jogadores do Brasil durante partida amistosa contra a seleção de Honduras, no Beira-Rio Crédito: Fernando Alves/Agência Estado
O Beira-Rio, em Porto Alegre, recebeu neste domingo (09) a maior goleada da Seleção Brasileira desde 2012, o 7 a 0 sobre Honduras, mas pouca gente viu o jogo no estádio. Os 16.521 pagantes constituem o menor público em jogos do Brasil em casa desde a Copa do Mundo de 2014.
O público foi inferior ao de partida de janeiro de 2017, jogo em tributo aos mortos no acidente de avião da Chapecoense, contra a Colômbia no Engenhão e que teve apenas 18.695 torcedores presentes. Como não era uma data Fifa, esse confronto só teve atletas que atuavam no Brasil em campo.
A minha expectativa era um público maior mesmo. Eu pensei que viesse mais gente. Mas não sei dizer o motivo de isso ter acontecido. A grana, talvez. Ou, se fosse o jogo valendo, teria um apelo maior. Esperava mais
Tite - técnico da Seleção
Às vésperas da estreia na Copa América, na próxima sexta-feira (14) contra a Bolívia, no Morumbi, a seleção passou os amistosos preparatórios sem ser vaiada, tanto contra o Qatar, em Brasília (vitória por 2 a 0), quanto frente aos hondurenhos. Na capital federal, houve assédio digno do time da CBF, mas Neymar ainda estava no elenco, o que aumenta o interesse.
Em Porto Alegre, a recepção foi fria. Seis torcedores estavam no hotel quando a delegação chegou, na quinta (7) à noite. No sábado, cerca de 5 mil pessoas estiveram no treino aberto, a cujo acesso era garantido doando 2 kg de alimento. Isso aumentou a expectativa de Tite para um bom público no domingo, o que não se concretizou.
No estádio os espaços vazios faziam com que, em alguns momentos, os gritos de Tite e o som da batida na bola em um chute ou passe fossem escutados. O silêncio diminuía por questões locais, quando Allison, goleiro que iniciou a carreira no Inter, ou Everton, gremista que entrou no segundo tempo, tocavam a bola.
No caso de Everton, houve uma batalha de gritos, com colorados vaiando e gremistas vibrando quando ele recebia a bola. A facilidade com que o Brasil foi fazendo gols também parece ter feito com que a atenção dos torcedores se desviasse para o confronto clubístico com os atletas das equipes gaúchas.
Everton foi muito vaiado no amistoso contra o Honduras no estadio Beira-Rio Crédito: Pedro H. Tesch/Agência Estado
Há, claro, o fato de que a Copa América, num contexto geral, ainda não empolgou os brasileiros. Muito porque o Campeonato Brasileiro está em andamento, com jogos ocorrendo até a véspera da abertura do torneio da Conmebol. No domingo, uma hora após o Brasil massacrar Honduras, um dos clássicos mais tradicionais do país, o Flamengo x Fluminense, ocorreu no Rio.
Depois da Copa do Mundo de 2014, o Brasil fez 14 jogos em casa, sob comando de Dunga e depois de Tite. O de maior público foi a vitória de 3 a 0 sobre a Argentina, no Mineirão, em novembro de 2016 já sob a batuta de Tite: 53.490 pagantes. A média de público do Brasil nesses 14 confrontos foi de 35,5 mil pagantes, bem acima do que esteve no Beira-Rio neste domingo.
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