É clichê no futebol, mas nunca sairá de moda: em final não se joga bem, se vence. Em um jogo nervoso do início ao fim, o Palmeiras soube se aproveitar da única jogada descente que conseguiu realizar nos 90 minutos para superar o Santos no Maracanã. Depois de 21 anos, o Verdão enfim pode voltar a comemorar novamente um título da Libertadores da América.
A partida foi equilibrada, mas por baixo. Os goleiros foram meros espectadores em campo. Os jogadores tecnicamente capazes de decidir estiveram em tarde de pouca inspiração. Coube ao reserva Breno Lopes, que havia entrado minutos antes, testar firme o cruzamento na área para sacramentar o bicampeonato palmeirense.
E daí que o jogo foi feio? Na história o que vai ficar marcado é o 1 x 0 sobre o arquirrival paulista. A vitória veio no detalhe, um descuido que não se pode cometer em uma partida decisiva. Um desequilíbrio momentos antes, quando Cuca foi expulso infantilmente por uma jogada estúpida com Marcos Rocha, abalou a força mental que o Santos mantinha.
BRENO LOPES: PREDESTINADO
Ainda que sem encantar, o Palmeiras fez por merecer o título. Melhor campanha na fase de grupos e superou o sempre favorito River Plate na semifinal, em dois jogos que moldaram o psicológico do elenco. A classificação à final passando por um sufoco como foi visto, serviu de lição.
O Alviverde agora pode comemorar e o torcedor soltar o grito entalado desde 1999. Que venha o Mundial e o poderoso Bayern de Munique!