A cerca de dois meses para a Copa do Mundo da FIFA™, ainda há desconfiança com relação ao nível técnico que a Seleção Brasileira tem para a disputa da competição. Mesmo com grandes nomes no plantel, como Vinicius Júnior e Raphinha, coletivamente o Brasil não desempenhou durante todo o período o que o torcedor espera, incluindo Diego Ribas, ex-Flamengo e Santos e bicampeão da Copa América com a amarelinha.
Em uma passagem por Vitória, capital do Espírito Santo, o ex-jogador deixou claro o que espera do time nesta Copa do Mundo e que, apesar de estar longe do ideal, a única equipe pentacampeã do mundo chega como uma das favoritas para o torneio.
"Eu acho que o Brasil sempre chega como um dos favoritos, independente. Às vezes, o percentual de favoritismo é maior ou menor, mas é o Brasil tem talento e eu acho que está evoluindo. Não é o ideal ainda, eu sei que podemos muito mais. Sou um cara que sou exigente, mas a minha expectativa em relação à seleção brasileira está alinhada", disse Diego Ribas.
Análise de Brasil x França
Além disso, o ex-meia também fez uma análise do confronto entre Brasil e França, da última data-fifa - quando a seleção saiu derrotada por 2 a 1 mesmo atuando um tempo inteiro com um jogador a mais - e que ocasionou um alarde coletivo após a exposição da diferença técnica que time apresentou se comparado com uma das grandes potências europeias.
Para ele, o jogo não foi tão preocupante como pareceu, mas reconhece que o Brasil esteja atrás da seleção francesa, que ele considera uma das melhores do planeta. Ainda, diz acreditar na evolução gradual do time brasileiro até o dia 13 de junho, data de estreia contra o Marrocos.
"Eu discordo que a gente tenha sido humilhado contra a França. Eu não estou esperando que o Brasil vá enfrentar a França hoje e massacrar, ou até mesmo jogar de igual para igual o tempo todo. A França é um time que está mais bem treinado, mais anos juntos com o treinador, tem uma filosofia de jogo muito mais definida e talentos individuais também. A sensação era que a França estava sempre à frente, sempre no controle do jogo, e isso é frustrante para nós brasileiros, mas é a nossa realidade. Nós temos que alinhar essas expectativas, mas ainda acho que o Brasil chega na Copa do Mundo com margem de melhora", concluiu Diego.